Tatuagem como profissão
Aimê Lima, de 21 anos, transformou seu interesse por tatuagens em profissão. Ela fez a primeira "tatto" aos 18, e desde então, já coleciona 54 desenhos pelo corpo. "Gosto em primeiro lugar pela arte. Eu vejo o desenho e quero ter ele no meu corpo. Além disso, gosto de quebrar esse padrão de beleza imposto pela sociedade", explica.
Há cerca de um ano, Aimê contou com a ajuda de dois amigos para começar a tatuar. "Um tatuador levou os equipamentos em casa e um amigo deixou eu tatuar nele", conta. Desde então, Aimê coleciona clientes e pretende abrir o próprio estúdio em breve. Porém, engana-se quem pensa que a vida de tatuadora é fácil e livre de preconceitos. Segundo ela, os próprios tatuadores homens olham com certa desconfiança o trabalho da ala feminina. "Para eu começar e aprender foi bem difícil. Muitos tatuadores falavam que iam me ensinar, mas nunca paravam realmente para ajudar."
Já o público que ela atende é bastante variado. "Os homens falam: 'vamos ver como é o seu traço'. Já algumas mulheres acabam até preferindo uma tatuadora mulher. Eu achava que não, mas realmente acontece das mulheres terem vergonha de tatuarem em algumas regiões do corpo e daí acabam preferindo uma tatuadora."
Fã dos estilos old school e realismo para suas próprias tatuagens, Aimê conta que suas especialidades na hora de tatuar terceiros são os desenhos no estilo pontilhismo, geometrismo e old school. Para os mais curiosos, ela revela: já fez as próprias tatuagens, sim. Mas apenas três vezes. "Fiz três (tatuagens) pequenas e achei bem mais difícil", entrega. O desenho preferido, no entanto, está no braço e é resultado do trabalho de dois tatuadores, ou uma "fusion", como a técnica é conhecida. "Ela ganhou o 1º lugar em uma convenção de tatuagens em São Paulo", conta orgulhosa. (B.Q.)







