A repórter de televisão Solange Riuzim, de Maringá, e o repórter cinematográfico Juarez Regla, são um exemplo clássico de caso de amor no trabalho. Com um grande senso de profissionalismo, os dois trabalharam juntos numa equipe de telejornalismo e nunca deixaram que o romance tivesse espaço durante as saídas para reportagens.
Ela no microfone e ele por trás das câmeras, quase nunca se olhavam em serviço. Fora da empresa namoravam, até que, promovido, ele foi transferido para Curitiba, onde passou um tempo trabalhando. ‘‘Tive de optar. Ou ficava no emprego longe dela ou largava tudo para me casar’’, conta Juarez, marido de Solange há três meses.
‘‘Quando trabalhávamos juntos tínhamos um compromisso selado. Trabalho é trabalho’’, conta Solange, que nunca deixou vazar para a equipe problemas de namoro. ‘‘Levamos o trabalho tão a sério que chegamos a desgastar nossa relação pessoal’’, conta Solange. ‘‘A rotina, o convívio profissional, a correria das reportagens acabavam com aquela coisa gostosa do romance porque nós priorizávamos o trabalho’’, diz ela.
‘‘Às vezes viajávamos a trabalho para lugares lindos e eu ia quietinho, no carro, imaginando quantas coisas podíamos fazer e sonhar juntos, se aquela viagem não fosse a serviço’’, conta Juarez Regla, que não aguentou a distância da namorada e voltou para Maringá, sem emprego, para se casar. ‘‘Até já recebemos convites, mas decidimos não trabalhar mais juntos para preservar nossa relação de marido e mulher’’, declara a repórter.

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