Tão longe, tão perto
O conceito ''morar perto de tudo'' não pode ser aplicado a todas as mulheres urbanas. Há quem prefira casas grandes, jardim, piscina e muito espaço para os filhos. Por isso optaram por deixar apartamentos no centro da cidade para morar em condomínios horizontais, em regiões mais afastadas.
A médica pediatra Cibele Montosa é uma dessas pessoas. Ela mora há cerca de um ano em um condomínio na região sul de Londrina. E, ao contrário do que se poderia imaginar, ela garante que a troca melhorou o seu tempo de convivência com a família o marido e três filhos com idades de 9, 7 e 4 anos e com a casa. Nem mesmo as crianças querem sair. ''Aqui tem parquinho'', justifica o caçula Gustavo. ''Quando chego do trabalho e vejo o lago, crianças pescando e brincando, com muita liberdade e segurança, não há como voltar atrás'', observa.
O ritmo de vida da família, como afirma a médica, teve que ser organizado. Os horários de todos foram conciliados, e tudo flui com harmonia. Cibele leva sete minutos para chegar até o hospital onde trabalha como intensivista. Do condomínio até o centro da cidade são necessários 10 minutos, mesmo assim ela não vê motivo para reclamações. Como moram próximos a um shopping, a pediatra diz que não há dificuldades nem mesmo para as compras.
Durante os seis primeiros meses, ela e o marido assumiram o transporte das crianças, depois foi necessário a contratação de um motorista e mais uma empregada para a casa. Mesmo assim, a médica garante que não há comparação para a qualidade de vida que adquiriram. ''Meus filhos agora conhecem as quatro fases da lua'', ilustra. (C.G.)





