Gêmeos muito parecidos chamam a atenção por onde passam, especialmente quando são bebês ou crianças. É impossível não se encantar. Ficam ainda mais lindos com roupas e acessórios idênticos. E a quantidade de gêmeos aumentou consideravelmente nos últimos anos em todo o mundo. A cena de uma mãe levando um carrinho com duas crianças já não é tão incomum. Uma das explicações é o maior acesso dos casais às técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro.
Para se ter uma ideia, segundo um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista científica Human Reproduction, o número de bebês que nasceram por meio de reprodução assistida cresceu 25% em apenas dois anos no mundo. Cerca de 250 mil crianças nascem com a ajuda da ciência a cada ano. Os dados foram coletados em 1.563 clínicas de 53 países.
Antigamente a chegada de gêmeos era uma grande surpresa. Muitos pais só recebiam a notícia no momento do parto, uma vez que não se descobria nem mesmo o sexo do bebê durante a gestação. Mas hoje tudo é diferente e a família pode se preparar para esse momento. É possível buscar informações e conhecer o universo dos gêmeos, a fim de educá-los da melhor forma. É preciso ter em mente que eles foram gerados juntos, nasceram praticamente ao mesmo tempo, são parecidos fisicamente e dividem tudo o que têm. No entanto, devem ser educados com individualidade.
É o que a médica Juliana Carvalho Romagnolli Plastina, mãe dos gêmeos Antônio e Rebeca, de dois anos e meio, procura fazer. ''Quando soube que teria gêmeos, li muito sobre o assunto e percebi o quanto é importante respeitar a individualidade de cada um'', afirma. O fato de ser um casal facilita para que tenham coisas diferentes, como brinquedos e roupas. Além disso, Juliana preferiu deixá-los em quartos separados. ''Cada um tem o seu espaço'', destaca.
Antônio e Rebeca começaram a frequentar a escola este ano. E a opção foi colocá-los em salas diferentes. ''A orientação veio da coordenação da escola. No início admito que fiquei um pouco receosa em separá-los, mas agora vejo que será ótimo para a educação deles'', diz a mãe, ressaltando que eles sempre terão histórias diferentes para contar e criarão vínculos de amizades diferenciados.
Apesar da pouca idade, a família já consegue identificar algumas particularidades. ''A Rebeca é mais geniosa e tem um espírito de liderança. Já o Antônio é mais carinhoso e sentimental'', comenta.
Juliana conta que percebe que eles têm um carinho muito grande um pelo outro. ''É uma ligação muito forte. Eles cuidam um do outro, dividem as coisas. É uma graça'', observa, acrescentando que ser mãe de gêmeos é a realização de um sonho. ''Educar é muito trabalhoso. É tudo dobrado. Mas sempre quis gêmeos e estou muito feliz'', salienta.


Imagem ilustrativa da imagem Tão iguais e tão diferentes
| Foto: Ricardo Chicarelli
A médica Juliana Plastina e os filhos Antônio e Rebeca, de dois anos e meio: ‘‘Quando soube que teria gêmeos, li muito sobre o assunto e percebi o quanto é importante respeitar a individualidade de cada um’’
Imagem ilustrativa da imagem Tão iguais e tão diferentes
Antônio e Rebeca cuidam um do outro e dividem as coisas, mas em casa e na escola cada um tem seu espaço