Tango e cumplicidade
A empresária Edvania Semprebom, de 51 anos, e o engenheiro Edson Neme Ruiz, de 62, se conheciam há anos, mas só despertaram interesse um pelo outro depois que começaram a se encontrar em bailes e em uma escola de dança de Londrina. "Começamos a trocar olhares e nos aproximamos por causa da dança", conta Ruiz. A primeira dança juntos aconteceu em novembro de 2013, mas o namoro só começou dois meses mais tarde, em janeiro deste ano. "Eu suava frio e torcia para ele não me chamar para dançar", conta Edvania aos risos. "Mas não teve jeito, lembro que estava em um baile e senti uma mão no meu ombro. Quando olhei era ele me tirando para dançar", relembra.
O nervosismo foi tanto que a empresária travou e nem mesmo todo o conhecimento adquirido nas aulas de dança foi suficiente para fazê-la relaxar naquele momento. "A primeira vez que eu fui dançar com ela pensei: 'não acredito que estou gostando de uma moça que não sabe dançar'", diverte-se Ruiz.
Com o tempo, o trauma da primeira dança foi deixado de lado e hoje os dois são grandes companheiros na vida e na dança. Apaixonados por tango, eles passaram por vários ritmos diferentes até se encontrarem na dança típica argentina. "Em 2012 fiz um curso de férias de sertanejo universitário e forró, depois comecei a fazer bolero e em 2013 comecei o tango e me encontrei. É o ritmo que eu mais gosto", revela o engenheiro. Já Edvania entrou no tango por recomendação médica devido a um problema de coluna. "Comecei meio a contragosto porque não conhecia, mas hoje tenho paixão por tango, não consigo viver sem", diz a empresária.
"A dança te dá preparo físico, equilíbrio e estimula o raciocínio o tempo todo", exemplifica Ruiz, ao falar dos benefícios dessa arte. Porém, muito além disso, o casal de namorados comemora as conquistas pessoais adquiridas. "Na dança os dois se completam. Quando estamos juntos existe uma cumplicidade e dançar se torna muito mais gostoso", decreta Edvania. (B.Q.)





