Vira e mexe surge alguém alardeando que a era do ''quanto mais magra melhor'' está com os dias contados. Não é bem assim. O reinado das supermodelos, ao que tudo indica, deve perdurar por uns bons anos. Nada impede, porém, que as mais rechonchudas conquistem cada vez mais o mercado da moda. Recentemente, nos Estados Unidos, um concurso promovido pela revista ''Mode'' e pela agência Wilhelmina Models, de Nova York, elegeu as cinco mulheres mais bonitas entre 20 mil candidatas avantajadas. É talvez o único concurso do mundo onde Gisele Bundchen seria desclassificada na hora: 'Desculpe querida, mas você não tem as medidas certas'', diriam os jurados, para alegria da maioria das mortais que não cabe no espaço de 90 cm de busto, 60 cm de cintura e 90 cm de quadris.
O concurso, que está em seu 3º ano, provocou nas edições anteriores filas de virar quarteirão de meninas tamanho G, que até então tinham na carreira de modelo um sonho distante. Além de prêmios totalizando US$ 250 mil, as vencedoras ganham contrato com a agência e rumam direto para as páginas da revista ''Mode'', voltada para o público feminino que usa roupas a partir do número 42, e várias publicações européias.
Tamanho 52 Já a agência Wilhemina tem hoje uma divisão, a Ten-20, com 60 modelos de idades variadas e tamanhos que vão do 42 ao 52. Entre os nomes da lista estão o de Mia Tyler, a irmã mais rechonchuda e igualmente bonita da atriz Liv Tyler, e de outra top, Natalie Laughlin, considerada a Cindy Crawford das tops ''plus-size''.
Estilistas famosos como Versace, Valentino, Ralph Lauren e Donna Karan, além de empresas de cosméticos como Maybelline e Givenchy, já incluem em suas criações e na divulgação publicitária o universo das mulheres grandes. O caldeirão de beldades vultosas é esquentado por nomes famosos do cinema como a atriz Kate Winslet, que manifesta sempre seu repúdio à ditadura da magreza e abandona quando pode os regimes sacrificantes que é obrigada a fazer para se encaixar em seus personagens.
A edição do dia 2 de abril da revista ''People'' trouxe na capa as atrizes Drew Barrymore, Charlize Theron e Catherine Zeta-Jones, que não são propriamente gordas, mas ''cheias de saúde'', como diriam alguns, para ilustrar o retorno das formas mais arredondadas a Hollywood. A matéria cita ainda Sandra Bullock e a ''rainha das curvas'' Jennifer Lopez, que não têm medo de dizer que gostam de comer.
''Eu acho que deve ser divertido estar perto de uma mulher que come de tudo'', disse Drew Barrymore à revista ''Teen People'', em novembro do ano passado. Aliás, uma das preocupações de Barrymore ao produzir e estrelar o filme ''As Panteras'' foi mostrar as personagens comendo sem parcimônia para dar exemplo às jovens que acham bonito comer apenas uma folha de alface durante o dia todo.
A diva Sharon Stone é enfática: ''Adoro pegar uma travessa de macarrão, colocar o garfo e comer ali mesmo. Meu marido (o editor Phil Bronstein) gosta mais quando não estou muito magra... a verdade é que os homens realmente não gostam de mulher magricela'', afirmou à revista ''Marie Claire''. No Brasil, o rol das estrelas que não é só ''pele e osso'' é abrilhantado por nomes como Vera Fischer, Ana Paula Arósio, Carolina Dieckman e Tereza Collor.
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