Talentos mirins
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Às vésperas das férias escolares, muita gente ainda faz as contas para saber se vai passar de ano com as notas que reuniu durante os últimos meses. Mas para as crianças entre três e seis anos, não há preocupação alguma com o boletim de notas. Elas mostram a evolução dos pequenos dia-a-dia, seja aprendendo uma musiquinha ou mesmo um desenho. Nessa fase, cada novo aprendizado é sempre uma nota 10. Os pais, é claro, ficam se derretendo de orgulho.
E o final do ano, época das festas de encerramento dos colégios, é o momento em que os pequenos se transformam em artistas para apresentar seus talentos. Showzinhos especialmente ensaiados, para celebrar mais uma etapa vencida, se tornam pretexto para suspiros sem fim de platéias atentas. Na verdade, durante o ano inteiro, as crianças fazem apresentações regulares, principalmente nas datas comemorativas como Dia das Mães e Dia dos Pais.
Mas os espetáculos vão muito além da fofura dos pimpolhos no palco. Para os educadores, há muito mais por traz das cortinas. Durante os ensaios, os aluninhos aprendem mais do que coreografias e canções. No Colégio Marista, por exemplo, o tema deste ano é o egoísmo. ''As crianças aprendem de forma lúdica e prazerosa'', explica Silvana Lunardelli, responsável pela concepção e texto do espetáculo.
''O importante é que é tudo feito de forma simples e sem ansiedade para as crianças entrarem em cena'', conta a coordenadora. No mês reservado para a organização, os pequenos vivenciam o tema que vão apresentar. No caso, o assunto egoísmo foi lembrado nas ações contra a natureza, já que a preocupação ambiental é recorrente também entre as crianças.
Coreógrafo de ''altinhos'', Wagner Alvarenga tem se dedicado também aos baixinhos ultimamente. Ao lado da professora Paula Mezzaroba, ele ensaia os alunos de 4 a 6 anos, do Unikids do Colégio Universitário. Cerca de 100 crianças participam do espetáculo que mistura Quebra-Nozes com trechos de uma carta para Papai Noel. ''Não conto mais para não estragar a surpresa'', diz Alvarenga.
De acordo com Katia Mitsue Yano, coordenadora do Unikids, ações como essa ''ajudam na socialização da criança, na cooperação, no espírito de equipe, na sintonia e no apoio que um amigo dá para o outro. '', explica. ''Também estimula os mais tímidos, apesar de eles não serem forçados, e atiça a criatividade'', completa.
''A gente percebe o prazer no rosto das crianças. Trabalhamos valores com imaginação e fantasia'', conta Katia. Além do espetáculo de encerramento, a garotada também têm outras atividades ao longo do ano. ''Os pais são convidados a ver como as crianças estão sendo estimuladas'', diz a coordenadora.


