Quem vê o jovem Anderson Batista da Silva, 19 anos, andando pela rua, não tem a menor idéia da rotina do rapaz. De camiseta e calça jeans, ele se parece com qualquer estudante universitário, mas Anderson é, na verdade, chef de cozinha do Restaurante e Brasserie Brickell Key de Londrina.
A carreira, segundo ele, começou quando ele nasceu. ''Minha mãe é cozinheira há 19 anos e eu sempre ajudava no trabalho dela. Daí fui aprendendo e descobrindo que era o que eu queria fazer na vida'', conta. Para aprimorar o que já sabia, Anderson entrou no curso sequencial de gastronomia da Unopar, onde teve aulas com o professor Djalma Araújo e descobriu que existem fórmulas na culinária. ''Essa coisa de usar a química exata nas receitas é verdadeira. Um exemplo disso são os ingredientes para fazer molhos e caldas doces. Para o molho salgado, o ideal é usar farinha de trigo para engrossar, enquanto que para doces é melhor o amido de milho (maisena). Isso porque cada um deles reage de forma diferente com o calor e dá um gosto diferente ao alimento'', explica.
Com a oferta do emprego, Anderson teve que deixar a faculdade, mas garante que se reciclar em cursos é fundamental para a profissão. ''Comida é como moda. Um prato que antes era super-refinado e pouco acessível, de repente se torna popular e os chefs precisam inventar coisas novas'', afirma. Além de aprender técnicas de cozinha com o professor, o jovem chef teve também apoio para interromper a faculdade e se dedicar ao trabalho. ''Pretendo voltar quando puder, mas o Djalma disse que eu deveria aproveitar para ver na prática como uma cozinha comercial funciona mesmo'', diz.
Com relação à escolha, Anderson garante que não pensa no aspecto estressante da profissão. Nos dias mais movimentados, ele chega a trabalhar 16 horas na preparação dos pratos servidos no almoço e no jantar. ''Sei que pessoas da minha idade vão para festas muito mais do que eu, mas isso não me incomoda. Gosto do meu trabalho e estou pensando no meu futuro'', comenta. (H.F.)

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