Tá na cara
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quinta-feira, 04 de agosto de 2005
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Frequentadora assídua dos congressos pelo mundo afora, a dermatologista Rosa Calland também participa de reuniões mensais em São Paulo com um grupo, que como ela, é pioneiro em estética no Brasil. De todas as viagens traz sempre novidades na bagagem. Como mágica, faz desaparecer as rugas e, com elas, alguns anos também. A tal ''carta na manga'' é o preenchimento que, segundo a dermatologista, ''devolve os relevos que a pessoa perdeu com o tempo e também pode criar novos'', explica.
Ao falar em preenchimento, o Botox logo vem à mente. Mas ele já é velho conhecido de muita gente há pelo menos uma década se fala nisso , o que é novo é que o produto agora já está sendo aplicado em outras partes do rosto, considerando que antes só era usado nas partes superiores. ''Com o tempo, vamos ganhando mais confiança no uso dos produtos'', conta Rosa, que este ano esteve no Uruguai, num encontro exclusivo para profissionais da América Latina, para discutir novas técnicas e aplicações do Botox.
''Hoje parece algo simples e fácil e a gente se pergunta por que não se pensou antes'', explica a dermatologista sobre a bioplastia, uma técnica desenvolvida no Rio Grande do Sul, que faz o preenchimento embaixo do músculo. ''Isso segura o produto'', conta Rosa Calland. As aplicações anteriores ficavam restritas à superficialidade da derme e do subcutâneo.
A estrela da bioplastia é o polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância derivada do petróleo, que começou a ser utilizada em outros setores da medicina, como ortopedia e cardiologia e agora tem como alvo o bumbum. ''Os resultados são bons, mas eu não faço. É uma quantidade muito grande injetada nas nádegas, entre 300ml e 400 ml, sendo que no rosto usamos entre 2ml a 4 ml. É 100 vezes mais'', relata. ''Acho que ainda devemos dar mais tempo para o bumbum'', completa. O preenchimento no rosto pode aumentar as mandíbulas ou então fazer um queixo aparecer. ''Não há hematomas porque são utilizadas cânulas que não rompem os vasos'', garante.
Para a dermatologista a dica é ''a associação de técnicas'', podendo aliar o preenchimento com a plástica. ''Uma pessoa não vai poder preencher o rosto pelo resto da vida. Mas a plástica também não dá relevo'', explica Rosa. O Botox por exemplo pode ser usado no pescoço até o momento em que não haja pele sobrando. ''Assim, só piora'', avisa.
Cremes também são bons aliados na busca incansável por uma aparência mais jovem. ''Eles tratam e conservam, mas não tiram rugas de expressão'', ensina a dermatologista. Dos essenciais protetores solares que não custa lembrar devem ser usados desde a infância aos básicos hidratantes, as formulações estão sempre com novidades. ''Mas o ácido retinóico ainda é imbatível'', confessa.
A desvantagem do produto, que tem cerca de 25 anos, é que, dependendo da formulação, ele pode irritar a pele. Tanto é que não é usado em cosméticos. Por outro lado, é um seis-em-um. ''Ele aumenta o colágeno, melhora a textura, rejuvenesce a pele, clareia, combate a acne e trata os poros'', lembra Rosa Calland. A dermatologista também é fã da vitamina C. ''Mas como ela é difícil de ser manipulada, é cara'', conta. Mas as vantagens podem aumentar o custo benefício. A vitamina C neutraliza os radicais livres, os grandes vilões do envelhecimento.
As opções no mercado são variadas e novas técnicas surgem a cada dia. ''Mas o tratamento deve ser adaptado para cada paciente e não o contrário'', revela. Cremes também têm que seguir o tipo de pele de cada um. ''Não adianta falar que cremes importados não são bons para as brasileiras. Se o produto é para pele oleosa vale tanto aqui como lá fora para quem tem pele oleosa'', afirma.


