Suspeitas devem ser investigadas
Identificar uma alergia não é difícil. A médica Ana Paula Juliani explica que muitas mães chegam ao consultório com seus filhos reclamando de "uma gripe que não sara". Segundo ela, as gripes duram no máximo dez dias, e as crianças que apresentam um quadro respiratório prolongado com coriza, respiração de boca aberta e tosse seca ou carregada podem estar com um alergia. "Os quadros gripais são autolimitados e ninguém fica gripado duas vezes ao mês. A persistência dos sintomas respiratórios chama atenção para a existência de uma alergia", salienta a médica.
A rinite, a asma e a rinoconjuntivite que acomete nariz e olhos são sinais de alergia. Já a sinusite é considerada uma complicação da rinite. "Além da poeira, outras causas de alergias são os fungos e os pólens", lembra a médica. Conforme ela, as alergias têm fundo genético, isso significa que se algum parente é alérgico a determinado agente, a criança tem mais chances de desenvolver o mesmo problema.
Apesar da grande variedade de flores, as alergias a pólens não são as mais frequentes no Brasil. "No Hemisfério Sul as alergias a ácaros são mais comuns por conta dos fatores climáticos que favorecem a proliferação destes micro-organismos e as alergias a pólen ocorrem mais em países do Hemisfério Norte", aponta.
De acordo com a médica, a alergia é tão preocupante em crianças quanto em adultos e os tratamentos podem ser feitos mesmo em bebês. "Não existe restrição de faixa etária para fazer o teste alérgico desde que exista uma suspeita clara", afirma. As vacinas, no entanto, não devem ser aplicadas em crianças com menos de 4 anos. (M.A.)





