Cremes, cirurgias, peelings, aplicações de Botox, preenchimentos, massagens, drenagens. Vale quase tudo para eliminar os sinais do tempo e manter a pele e o corpo jovens e bonitos. Mas não é só na aparência que a medicina pode ajudar. O que acontece dentro do nosso organismo é fundamental tanto para a beleza quanto para a qualidade de vida.
De acordo com o médico ortomolecular Julio Takeuki Higashi, os hormônios são os grandes responsáveis pelo bom ou mau funcionamento do corpo. ''Hoje é possível fazer muita coisa para atenuar as marcas do tempo, mas internamente é o sistema endócrino que controla tudo'', afirma.
A terapia, embora ainda não reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina, tem agradado quem se submete a ela, principalmente os famosos. Dentre as estrelas que exibem as melhoras físicas que a medicina ortomolecular oferece estão Priscila Fantin, Luiza Brunet, Juliana Paes, Deborah Secco e o nadador Tiago Pereira.
Segundo Higashi existem vários tipos de hormônios em nosso corpo, tanto bons quanto ruins. ''Quando somos jovens, temos muitos hormônios bons, que são regeneradores, como o do crescimento (HGH), a testosterona, o DHEA, os tiroideanos, a melatonina e o estradiol. Os hormônios ruins, que são o cortisol e a insulina, estão em taxas baixas. Conforme envelhecemos, essa proporção se inverte e passamos a ter mais hormônios ruins, os degeneradores, e menos hormônios bons'', explica.
Essa mudança geralmente acontece depois dos 35 ou 40 anos de idade. ''Pessoas jovens que têm uma boa alimentação, dormem bem, praticam atividade física e mantêm o estresse sob controle dificilmente precisam de alguma reposição. Apenas uma avaliação criteriosa do médico pode decidir isso'', afirma.
O objetivo principal da medicina ortomolecular é reequilibrar as taxas hormonais, regulando os radicais livres dentro do organismo, responsáveis pelo envelhecimento das células. ''Algumas pessoas têm medo de tomar hormônios porque conhecem histórias ruins, geralmente causadas pelo uso indiscriminado de substâncias sintéticas ou não adequadas. Quando bem aplicados, os hormônios podem ajudar tanto na estética quanto na saúde'', garante o especialista.
A atriz Priscila Fantin afirma que conseguiu perder peso e se manter mais magra depois que passou a se consultar com um médico ortomolecular. Para Letícia Spiller, outra seguidora do tratamento, além de mais energia, os hormônios, vitaminas e minerais eliminaram doenças recorrentes como a gripe.
A medicina ortomolecular também pode ajudar a combater doenças graves, como câncer, Alzheimer e artrite. ''Existe um problema celular chamado de inflamação silenciosa. Ela acontece dentro das células e aumenta muito com a idade. Com os suplementos podemos reverter o processo inflamatório que causa tantos problemas'', afirma Higashi.
Mas é importante lembrar que o tratamento é apenas preventivo. ''Continuo dizendo que a alimentação é a base mais importante. E a medicina ortomolecular não elimina a necessidade de fazer peelings, usar cremes, protetores solares. O maior ganho do tratamento deve ser em qualidade de vida'', lembra o médico.

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