Naturais, as pedras podem fazer parte de diversas composições na arquitetura. Seja na fachada, piso, cozinha, espaço gourmet, sala ou banheiro, elas trazem charme e elegância e podem assumir um aspecto mais rústico ou sofisticado. Canjiquinha, mármore, petit pavê, seixos, caxambu, pedra ferro, são inúmeras as opções.

"Uso muito o mármore, por ser um material nobre e sofisticado. Na versão rústica pode ser usado no piso, para não escorregar. Nas paredes também fica muito legal", explica Eduardo Mourão, arquiteto.

Ele lembra, porém, que a escolha da pedra que irá compor o ambiente não pode levar em consideração apenas o aspecto, mas também a resistência da mesma. "O mármore não pode ser usado em locais com grande fluxo ou na cozinha, por exemplo. Por ser poroso, é menos resistente e nesses locais a indicação é o uso do granito", determina, ressaltando que o mármore pode ser impermeabilizado para ficar mais resistente à água.

O arquiteto Fabricio Roncca ressalta que o petit pavê também não é indicado para regiões como churrasqueira ou garagem, porque absorve a gordura e o óleo, ficando manchado. "Se bem instalado, esse material dura bastante. Mas não é indicado para locais com muito tráfego. Nas residências podemos usar nos encaminhamentos", pontua.

Os profissionais destacam que as pedras são bastante versáteis e combinam com madeira, vidro, espelhos e papel de parede. "A pedra absorve calor e devolve para o ambiente, por isso pode ser usada mesmo em regiões mais frias. Seu efeito estético é sensacional e, ao mesclar pedras mais polidas com outras mais rústicas, por exemplo, conseguimos um efeito de iluminação bem interessante, além de valorizarmos o ambiente", diz o decorador Alexandre Müller.

Roncca ressalta que pelo formato das pedras também é possível alterar o ambiente, criando mais volume ou profundidade, ou ainda alongando o espaço. "As pedras dão um efeito plástico muito legal e mescladas com materiais naturais trazem aconchego."

Outra grande vantagem da pedra é a manutenção mais simples. Paredes revestidas do material devem ser lavadas com água, com uma escovação suave, podendo também ser impermeabilizadas ou enceradas, segundo Müller.

"Algumas pedras não podem ser colocadas sob as intempéries, porque vão sofrer com a ação do tempo. Por outro lado, vão se fundindo à natureza. Quem quiser pode passar verniz, fungicida e outros produtos para facilitar a limpeza", explica Roncca.

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| Foto: Fotos: Gerson Lima/Divulgação
Para este espaço gourmet, o arquiteto Fabrico Roncca utilizou o granito preto mesclado com a madeira em lambril. O piso de encaminhamento é feito com placas de concreto cercadas por grama e seixo de rio de diversos tamanhos para criar uma soltura natural e permeável para o piso e para o espaço, valorizando cada tipo de material
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Nesta sala de estar e jantar as arquitetas Flávia Bonet e Roberta Bonet contrastaram o mármore travertino e a lâmina de madeira no móvel do home com a laca
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Escada Moldada In-Loco, revestida com mármore travertino italiano, em projeto do decorador Alexandre Müller
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No projeto para uma clínica, o arquiteto Fabricio Roncca buscou trazer uma poética pintura utilizando o grafismo em preto e branco do petit pavê para marcar a entrada e destacar a volumetria da arquitetura
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O arquiteto Pedro Ernesto escolheu a pedra ferro preta para contrastar com as cores claras da parede e o projeto paisagístico. Presente nas casas feitas de pedra das estâncias do final do século 19 das regiões das serras gaucha e catarinense, a Pedra Ferro conquistou a arquitetura com sua aparência rústica e a beleza dos seus tons. Com cores que vão do cinza ao preto, passando pelo ocre, grafite e marrom, e apresentações desde o lajão até os filetes e mosaicos, esta pedra também é conhecida por basalto ferruginoso
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O projeto do arquiteto Eduardo Mourão usa o mármore travertino rústico nos degraus que servem de base para os vasos e no piso do gazebo, em contraste com o porcelanato que imita a madeira e emoldura a piscina
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Na residência projetada pelo arquiteto Fabricio Roncca, a pedra filetada ou canjiquinha é o grande destaque, combinando com o concreto, a madeira e a cor branca da fachada. No chão, os seixos de rio trazem a permeabilidade necessária e o petit pavê champagne combina com a grama nos encaminhamentos
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A arquiteta Adriana Conti escolheu o mármore travertino brasileiro para dar destaque a essa fachada. Também conhecido como mármore bege Bahia, é uma das pedras mais requintadas e requisitadas, tem um ótimo custo-benefício e é de fácil manutenção. Ótima solução para o revestimento de interiores, exteriores e pavimentos de baixo tráfego
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O projeto da arquiteta Adriane Neves Soares para essa fachada é feito com a pedra caxambu branca



Fotos: Divulgação/Gerson Lima e Pietre Colorate

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