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Celso Mattos
A estética continua sendo uma das áreas da odontologia que tem apresentado mais avanços nos últimos anos. A explicação é simples: tudo mundo quer ter um sorriso harmônico e saudável. A resina composta surgiu há quase três décadas e representou um grande salto nas restaurações estéticas, mas a tecnologia continua buscando novas técnicas para satisfazer os anseios da população. Agora, a novidade são os polímeros de vidro, que proporcionam uma restauração tão imperceptível que fica difícil perceber o limite entre ela e o dente.
O cirurgião-dentista Marcelo Egoshi explica que os polímeros são mais usados nos dentes posteriores. ‘‘Por ser um material mais resistente que a resina e o amálgama, suporta melhor os atritos causados pela mastigação. O polímero possui uma melhor biocompatibilidade e exige um desgaste menor do dente’’, assegura o dentista. Já para os dentes da frente, a resina continua sendo a alternativa mais adequada por apresentar um resultado estético muito próximo do natural.
O estímulo térmico é outra vantagem do polímero de vidro apontada pelo cirurgião-dentista. ‘‘Quando bebemos algo quente tanto o dente quanto a restauração se contraem. Para que não ocorra trincamento que, futuramente, provoca infiltrações, essa contração precisa ter a mesma intensidade. Como o polímero é mais biocompatível que o amálgama e a resina, a contração e a dilatação são iguais, diminuindo o risco de trincas na restauração’’, explica o especialista. ‘‘O resultado é uma durabilidade maior do tratamento dentário’’, acrescenta.

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