Somos um corpo
Fotos: Arquivo FolhaAs pesquisas indicam que a terapias de massagens provocam mudanças bioquímicas, físicas, comportamentais e clínicas, de maneira significativaJossânia Navolar
Um quarto de século antes de Sigmund Freud, pai da psicanálise, começar a desvendar o inconsciente humano, o pesquisador Charles Darwin, cientista que elaborou a Teoria da Evolução das Espécies, já falava da importância dos movimentos de expressão do rosto e do corpo para o bem-estar humano. Ele descreveu essa relação no livro: A Expressão e a Emoção no Homem e Animal.
Apesar do culto ao corpo vivido nessas duas últimas décadas, a verdade é que até hoje ele continua sendo um grande desconhecido para a maioria das pessoas. Tratado praticamente como uma máquina, numa referência ao seu mecanismo perfeito, ele é sempre relegado a um último plano. Numa divisão estanque (como se isso fosse possível), o corpo só vem depois da alma, da mente e das emoções. Pensa-se nele apenas quando há sinais indicando que algo não vai bem. Esquecemos, no entanto, que é através dele que, verdadeiramente, nos comunicamos e nos relacionamos com os outros, apreendendo o mundo, trocando afetos e desafetos, acolhendo prazeres e dores.
A pesquisadora Tiffany M. Fiel, professora de Pediatria, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de Miami e Fundadora do Instituto de Pesquisa do Toque, esteve no início deste mês na Universidade Federal de São Paulo, falando sobre a importância do toque a profissionais e estudantes da área de Neonatologia (especialização em recém-nascidos).





