As indústrias de alimentos ainda não dirigiram os olhares para uma faixa de consumidores cada vez mais crescente e com poder aquisitivo: os solteiros que moram sozinhos (pode-se incluir os divorciados, viúvos e universitários). No setor alimentício são poucos os produtos em quantidades reduzidas ou porções individuais que atendam a esse segmento de consumidores.
Os alimentos industrializados são, geralmente, para uma família de quatro pessoas. Os consumidores que moram sozinhos ficam praticamente sem opção na hora de comprar comida. Forçosamente são obrigados a levar produtos tamanho família e acabam não consumindo tudo. Com isso, é comum sobrar (e estragar) leite, creme de leite, molho de tomate, enlatados, iogurte, requeijão, pão... Sem contar as verduras e as frutas que estragam frequentemente. É rotina também encontrar na geladeira sobras de alimentos do disque-entrega (comida chinesa, pizza, massas).
Arquivo FolhaO arquiteto André Sell encontrou uma solução para a questão das sobras de alimentos: optou pelo congelamentoSão poucas as indústrias de alimentos que ofertam produtos em embalagens que não sejam tamanho família, excetuando-se àqueles de preparo instantâneo que vêm em duas porções. Neste cardápio incluem-se sopas, arroz à grega, risoto, macarrão à carbonara e até tutu de feijão. Não pode deixar de constar também o macarrão instantâneo tipo lámen. Dois copos e meio de água, mais três minutos de fogo e pronto. Mas esses alimentos possuem um tempero que enjoa facilmente.

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