Sol: manual de uso
Muita gente não sabe, mas vermelhidão e pele descamada não são os únicos resultados indesejáveis da exposição ao sol. Muito pior do que a incômoda sensação de ardência ou o desagradável aspecto de bicho trocando de pele, é a consequência da repetição deste comportamento por sucessivos verões: o câncer de pele é causado pelos efeitos cumulativos dos raios ultravioleta.
O Brasil está situado numa região de alta incidência destes raios, portanto, fica fácil entender porque o câncer de pele é tão comum. Segundo o Ministério da Saúde, trata-se do tumor que aparece com mais frequência nos indivíduos adultos.
O uso diário do filtro solar é uma maneira segura e eficaz de prevenir-se da doença. Há dois tipos de filtros solares: físicos ou químicos. Os filtros físicos refletem e espalham a luz UV, formando um filme protetor à pele que impede a ação dos raios ultravioleta. Por serem menos irritantes, são especialmente indicados para peles sensíveis e para bebês acima de 6 meses. Já os filtros químicos (ou orgânicos) absorvem as radiações que provocam a vermelhidão, a dor, o calor e que atingem as camadas mais profundas da pele.
''Um bom fotoprotetor é aquele que apresenta os dois tipos de filtro, físico e químico, conseguindo desta forma uma proteção à radiação de amplo espectro'', explica Regina Stela Schaefer Guedes, bioquímica, farmacêutica e diretora de desenvolvimento da linha de produtos cosmecêuticos do Laboratório Hoffmam.





