Sofrimento duplicado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de junho de 2005
Fernando Cassaro<br> Agência Estado 
Não é de hoje que as tatoos deixaram de ser uma demonstração de rebeldia para se tornarem mais um acessório da moda. São diversos os desenhos e formatos adotados pelas pessoas, inclusive, o nome da alma gêmea. Mas, depois que a alma não é mais tão gêmea assim, as alternativas para retirar a marca do amor são poucas: fazer outro desenho por cima ou apagar o original.
Para quem pretende apagar a tatuagem, o melhor caminho é a utilização do laser. Segundo o dermatologista Beni Grinblat, do Hospital Israelista Albert Einstein, os outros métodos de remoção deixam cicatriz. O único que não deixa marca é o laser. É uma luz que atravessa a pele e explode o pigmento de tinta da tatuagem, explica. Mas este método tem um problema: ele não atua bem em peles escuras nem em tintas claras, como o amarelo e o laranja.
O tratamento é caro, dolorido e trabalhoso. Segundo o médico, geralmente a pessoa tem de fazer oito aplicações, uma por mês, com o laser. Os preços variam de acordo com o tamanho da tatuagem e a quantidade de tinta, mas o mínimo cobrado é de R$ 300 por sessão. O tratamento total sai por cerca de R$ 2 mil. Fica mais barato fazer do que tirar. Além do inconveniente da dor e do preço, a pessoa não pode tomar sol na região. Ou seja, sair de casa, só com protetor solar. Mas, depois disso, a pele fica sem marcas.


