Segundo historiadores, a humanidade custou a criar ferramentas próprias para comer. As pontas dos dedos, nos primórdios da civilização, eram os únicos instrumentos disponíveis para levar a comida à boca.
A faca foi inventada há 25 mil anos como instrumento de guerra. Ela só chegou ao lar na antiguidade, mas como auxiliar no preparo dos alimentos. No período neolítico, a primeira faca, feita em pedra polida, ganhou cabo de madeira. Três mil anos antes de Cristo, surgiram as facas feitas em cobre e bronze.
Por volta do século XIV, o uso do garfo e da colher passaram a ser difundidos nas mesas da aristocracia européia. Inicialmente (século XI), o garfo foi qualificado como ''castigo de Deus'' e seu uso era condenado pela Igreja. No século XVI, quando não era mais considerado pecaminoso, ele se generalizou nas mesas aristocráticas.
A peça enfrentou mais um tipo de preconceito. Como era utilizado na corte do rei Henrique III de França conhecido pela sua atração por pessoas do mesmo sexo o garfo não chegou a ser encarado como algo útil, mas como um adereço de viadagem.
Somente no século XX, com a Revolução Industrial e o surgimento da fabricação em grande escala, o talher deixou de ser privilégio da elite e chegou às demais camadas da população, sendo então produzido tanto em metais nobres como em materiais mais populares.
Os talheres só não ganharam força entre os povos que possuíam características próprias de comer, como os chineses e japoneses que ainda preferem o uso dos hashis (pauzinhos) e os indianos que, por motivos religiosos, preservam o costume de comer com as mãos. Fonte: Revista Gula/94

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