Peça indispensável nos invernos mais rigorosos, o sobretudo é uma espécie de viajante do tempo. Já nas pinturas do Renascimento é possível ver, nos personagens ilustres, os agasalhos e roupas pesados que sobrepunham os trajes diários. E até mesmo os freis franciscanos, dos séculos XVII e XVIII, aderiram à moda quando, por cima das túnicas, usando capas sobrepostas e amarradas à cintura.
Mas, de acordo com a história da moda, parece ter sido o rei Henrique VIII, do Reino Unido de 1500, um dos maiores adeptos dos grandes capotes, ornamentados com peles de animais. Na época, mesmo com a utilidade tão óbvia de cobrir o básico, nem se imaginava um nome tão sugestivo como sobretudo.
A variação de padrões e tecidos é que determina a utilização do sobretudoMais descontraída, a combinação do terno com o sobretudo em microfibra é ideal para o dia a dia. Happy ManHoje, despojado de peles e demais adereços, o sobretudo já se transformou em peça obrigatória de qualquer guarda-roupa, principalmente do masculino.
‘‘É a diversificação de padrões e tecidos que determina a utilização’’, explica o estilista e consultor de moda Eleuther Alencar dos Guimarães Viana.
‘‘Um dos mais apreciados é o modelo inglês, que é abotoado na frente. Geralmente bem longo, ele pode ser usado com ou sem cinto’’.
E a variedade é grande. Para ser usado com mantas, o Raglan segue uma linha bem diferente de corte. Com gola pequena e rente ao pescoço, geralmente é confeccionado em lã. Enquanto os modelos ingleses, mais sóbrios e em cores escuras, foram criados para sobrepor aos ternos.
‘‘Já para as mulheres - explica o estilista -, o sobretudo é o casaco de inverno ou o chamado mantô’’. A idéia é usá-lo com echarpes e luvas, em cores e materiais variados. ‘‘É uma peça que fecha a indumentária do usuário comum, assim com as boinas e o chapéus. Uma espécie de reforço para os demais. agasalhos’’, salienta Eleuther.
Ficha técnica:

mockup