Alimentar os pets com ração ou comida é uma decisão que deve ser tomada em conjunto com o veterinário. E no caso da escolha pela alimentação natural é preciso buscar orientação para garantir a saúde do bicho, servindo uma refeição balanceada. Essa é a opinião do veterinário especializado em endocrinologia e metabologia veterinária Mauro José Lahm Cardoso.

Ele explica que antes de decidir mudar a dieta do animal é preciso verificar o estado de saúde dele e fazer a transição lentamente. Cardoso destaca que a alimentação com comida não pode ser feita com o que sobra das nossas refeições e deve levar em consideração as necessidades de cada espécie e também a idade dos animais. Enquanto os filhotes têm necessidades calóricas maiores, um animal idoso precisa de menos calorias, caso contrário, irá engordar.

"As fêmeas em gestação também precisam de um aporte calórico maior. Entre as espécies, os gatos obtêm quase todas as calorias vindas das proteínas enquanto os cães conseguem retirar isso de carboidratos e de gorduras, por isso a comida caseira não pode ser a mesma para cães e gatos. Outra dificuldade no alimento caseiro é perder proteínas no cozimento, o que pode causar um desequilíbrio na alimentação", explica o veterinário. Ele alerta que para fornecer alimentos crus é preciso saber se são de boa origem e lembrar que não podem ficar expostos durante muito tempo.

Entre os problemas que os animais podem ter ao comer de forma desbalanceada estão distúrbios de crescimento e nutricionais, como má formação dos ossos e obesidade. "É preciso buscar um veterinário com noções de nutrição. De forma geral, a alimentação natural deve ser composta por 60% de proteína, 30% de carboidrato e 10% de gordura. Em alguns casos é necessário adicionar suplementos. Os gatos, por exemplo, precisam de taurina, que os protege de problemas cardíacos. E não podem comer só peixe ou só carne, senão vão ter deficiência de vitaminas." (E.G)

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