Divulgação‘‘O elitismo de algumas academias sempre me incomodou muito’’, afirma o professor Sylvio LemgruberAo longo dos anos, a paixão pela dança tem transformado a vida de muitas pessoas. No entanto, existem aquelas que desafiaram a ditadura dos movimentos e criaram novos estilos, mudaram conceitos e fizeram da dança a própria essência da vida. Nesse sentido, a dançarina Isadora Duncan, que morreu em 1927, foi um exemplo de luta e inovação. Ela se rebelou contra as rígidas técnicas, mostrando que dançar significava, acima de tudo, um ato de amor ao corpo e à música: ‘‘Dançar é viver. O que desejo é uma escola de vida’’, defendia ela.
Apesar desse exemplo ser distante e até um pouco inoportuno, é um fator de referência para outros profissionais que encaram a dança como menos rigor estético, porém sem perder de vista o respeito à arte. O professor de dança Sylvio Lemgruber, da Companhia Lemgruber de Dança e Teatro, do Rio de Janeiro, que se encontra em Londrina participando do 3º Fitness Convention, defende que dançar deve ser, primeiramente, uma atividade prazerosa. ‘‘Sempre fui contra o elitismo das academias de dança que discriminam aqueles que não têm como objetivo se tornarem bailarinos profissionais’’, argumenta ele.
Sylvio Lemgruber, bi-campeão carioca de aeróbica em 1991, é o criador da aerodance, uma atividade que, ao contrário da aeróbica, se caracteriza pelo baixo impacto dos movimentos. ‘‘Utilizo os vários estilos de dança, do popular ao clássico, mas sem o militarismo imposto por algumas academias’’. Para aprimorar o método, Lemgruber resolveu inserir a arte cênica no contexto da dança, desenvolvendo o Dãssar. ‘‘Com isso, as aulas viraram autênticos videoclipes, dando possibilidades ao aluno de se divertir, fantasiar e ao mesmo tempo exercitar o corpo’’, explica o professor.

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