Sinal de alerta
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Michelle Aligleri<br>Reportagem Local 
Hábitos de vida saudáveis são o segredo para evitar o diabetes tipo 2. A fórmula que une alimentação balanceada e prática de atividade física deve ser seguida especialmente pelas pessoas que já apresentam alguns sinais iniciais do diabetes - o pré-diabetes. Pesquisas apontam que 10% da população brasileira têm pré-diabetes e 15% têm diabetes tipo 2. A boa notícia é que se forem adotadas as medidas recomendadas pelos médicos, o problema pode ser revertido.
O médico endocrinologista Emerson Sampaio explica que o pré-diabetes é diagnosticado de acordo com a concentração de glicose no sangue do paciente. "Enquanto pessoas normais apresentam glicemias de jejum menores ou iguais a 99mg/dl, quando descobrem a doença pessoas com pré-diabetes podem apresentar glicemias entre 100 e 125mg/dl e pessoas com diabetes glicemias maiores ou iguais a 126mg/dl. Existem outros exames que podem auxiliar o médico a realizar esse diagnóstico, caso a glicemia de jejum seja normal e exista suspeita que o paciente tenha pré-diabetes", explica.
O pré-diabetes não apresenta sintomas muito evidentes, no entanto, todas as pessoas com diabetes tipo 2 já passaram um dia por esta condição. De acordo com o médico, muitos pacientes não percebem e não identificam a alteração glicêmica e acabam descobrindo o problema quando a doença já está instalada. Para diagnosticar o problema, a pesquisa do pré-diabetes deve ser feita nas avaliações médicas preventivas de pessoas com mais de 45 anos.
"Esta pesquisa pode ser antecipada nos pacientes mais jovens que apresentam excesso de peso associado a outro fator de risco como hipertensão, colesterol elevado, história familiar de diabetes, entre outros", salienta o endocrinologista. Sampaio acrescenta que as causas do pré-diabetes são as mesmas do tipo 2 da doença. Segundo ele, o problema pode ser prevenido com a manutenção do peso adequado, da alimentação correta e da prática de exercício físico. O envelhecimento é o único fator relacionado ao pré-diabetes que não pode ser controlado pelo paciente.
"Hoje já se sabe que as concentrações elevadas de glicose do pré-diabetes estão associadas com problemas nos rins, olhos, nervos e aumentam risco de infarto cardíaco e acidente vascular cerebral", aponta o endocrinologista. Conforme ele, a normalização das taxas de glicose no sangue previne lesões futuras associadas ao problema.
Quanto à mudança na qualidade de vida, Sampaio faz algumas orientações. "Para pessoas acima do peso e que não realizam atividade física, redução de 5% do peso atual e realização de atividade física aeróbica cinco vezes por semana durante 30 minutos podem contribuir muito na melhora da glicemia. Quando as concentrações de glicose não são normalizadas com essas orientações existe a possibilidade do uso de tratamento medicamentoso, mas isto deve ser sempre supervisionado e acompanhado por um médico", afirma, lembrando que portadores de pré-diabetes não precisam aplicar insulina.
O endocrinologista alerta que se a causa não for combatida, após cinco anos uma em cada quatro pessoas com pré-diabetes passa a apresentar diabetes mellitus tipo 2 estabelecido.


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