Símbolo do amor eterno
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quinta-feira, 01 de maio de 1997
Celina Alonso Az De Maringá 
Mário CesarA aliança de casamento tem se reformulado através dos anos, e apesar de algumas desistências, ainda tem seu lugar no dedo - esquerdo ou direito, dependendo do país - da maioria dos casais.
Em algumas famílias brasileiras ela é tão importante quanto o próprio ato sagrado do matrimônio. Outros casais, mais despojados, preferem não usá-la porque já não consideram seu uso indispensável. Para alguns religiosos é um elo sem emendas, que simboliza a indissolubilidade da união. Independentemente da opinião da maioria, a aliança tem atravessado décadas e se atualizado conforme sugere a moda.
Na hora h, muitos noivos apressados já deram vexame por causa da aliança esquecida na hora da cerimônia. Muitas noivas já discutiram com os futuros maridos ao escolher essa peça em função da grande variedade de modelos. Ele quer aquela pesadona igual a da mamãe. Ela prefere a fininha como da prima que casou nos anos 70, e os pais sugerem aquela magnífica, multifacetada, que ainda não existia quando eles se casaram.
Fotos:Marcos NegriniAs velhas alianças pesadas, usadas nos anos 40 e 50, voltam à moda. Cada uma custa, em média, R$ 190,00
Para alguns casais a aliança é, acima de tudo, um símbolo de status. Eu nunca tirei do dedo. É como se faltasse um pedaço de mim, diz a professora Diomar de Oliveira, casada há 39 anos. É uma maneira de impor respeito e desviar os olhares mal-intencionados, complementa ela. Se eu tiro, minha mulher fica sem falar comigo até eu recolocar, diz o contabilista Pedro Machado Karam. Só que ela não percebe que muitas mulheres adoram paquerar um homem que usa aliança. Quando digo isso, ela fica uma fera, mas mesmo assim me obriga a usar, conta Karam.
Modernas e diferentes, as alianças com um brilhante podem ser circulares ou quadradinhas. Custam cerca de R$ 160,00 cada uma
Segundo a gerente joalheria Regina Rodrigues Pelizer, que trabalha há 16 anos no setor, acontece hoje uma retomada dos modelos clássicos, muito usados nos anos 40 e 50. Alianças pesadas e abauladas são as que mais vendemos. Com os anos, as mais estreitas ou trabalhadas acabam se desgastando, principalmente as da mulher que faz trabalhos domésticos, explica Regina. Ela conta que há uns 20 anos, as mais vendidas eram as bem fininhas. Elas se pareciam com fios de linha de tão finas, conta Regina. Depois vieram as multifacetadas, modelo Cartier, com três elos entrelaçados em ouro branco, amarelo e vermelho. Outro modelo que está vendendo muito é a aliança com uma pedrinha de brilhante. Em dois versões - arredondada ou quadrada - possui um brilhante incrustado, explica Regina Pelizer.


