Tamanho nem sempre é a principal preocupação de quem deseja colocar uma prótese nos seios. Fatores como envelhecimento ou perda de peso comprometem a rigidez do busto, de modo que a pele despenque a favor da gravidade. Especialistas ressaltam, contudo, que seios flácidos podem criar um aspecto ilusório de mamas com pouco volume, quando na verdade o problema é sua posição projetada para baixo.
De acordo com a cirurgiã plástica Deusa Pires Rodrigues, de São Paulo, quando uma mulher procura especialistas para reverter a flacidez dos seios, deve estar ciente de que a prótese não levantará a mama. ''O silicone é colocado abaixo da glândula mamária. O que pode ocorrer, no máximo, é uma sutil projeção da glândula em direção ao pólo superior, sem haver preenchimento algum da pele'', afirma a cirurgiã.
Não é raro constatar nas estatísticas cirúrgicas casos de mulheres com mama de tamanho normal que se submetem à colocação de próteses, a fim de levantar os seios. O resultado pode ser um choque entre objetivo e o efeito final: a paciente se depara com seios enormes, porém sem firmeza, o que pode comprometer ainda mais seu complexo. Ou ainda, exigir uma nova intervenção para corrigir a expectativa frustrada.
A única indicação para a prótese, segundo Deusa, é, portanto, o aumento dos seios. ''É obvio que, quanto maior a mama, maior a ilusão de ótica que desvia o foco da flacidez diretamente para o volume, dando a impressão de um ganho na firmeza da pele. Mas é somente uma impressão'', ressalta a cirurgiã.
Desta forma, se o problema é flacidez, recomenda-se a mastoplexia, cirurgia que retira e estica a pele em excesso, aumentando a firmeza do busto. ''Ela pode ser feita em conjunto com a introdução do silicone, para que, aí sim, os efeitos desejados sejam efetivos'', explica a especialista. Para ela, antes de qualquer decisão por parte da paciente, nada melhor que uma boa conversa com o cirurgião, de modo a obter informações precisas sobre a intervenção mais adequada.

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