A falta de tempo que acompanha a rotina das famílias contemporâneas é um dos motivos que leva à substituição das espécies produzidas na natureza pelas confeccionadas artificialmente.
  ‘‘Se o casal trabalha fora o dia inteiro, os ambientes ficam fechados, o que impossibilita a sobrevivência de plantas, flores e arranjos naturais. Caso a família viaje, também é necessário que alguém cuide das plantas durante a ausência. As permanentes dispensam esse tipo de preocupação’’, lembra a proprietária da Art-Flores, Margareth Wilens.
  Entre seus clientes, ela destaca arquitetos e decoradores que realizam projetos para condomínios verticais e horizontais, hotéis, clínicas e igrejas evangélicas. ‘‘Nesses projetos, cerca de 80% das plantas naturais são trocadas pelas artificiais. Elas são tão perfeitas que até utilizamos, por exemplo, o tronco do bambu mossô natural – depois que seca – para afixar manualmente galhos artificiais e folhas de seda’’, explica.
  De acordo com Margareth, as flores siliconadas – que reproduzem com alta fidelidade a textura das pétalas naturais – atingem um valor três vezes superior que a maioria dos modelos feitos com seda. ‘‘Os importadores brasileiros pedem para que a gente envie fotos de algumas espécies naturais ou até amostras das mesmas para enviar à China. Desse modo, os fabricantes aprimoram a qualidade dos produtos’’, diz.
  Em sua loja, as flores variam de R$ 3,00 a R$ 35,00 a unidade, enquanto as folhagens custam de R$ 80,00 a R$ 300,00 cada. ‘‘Também produzimos cachepôs e vasos personalizados, de acordo com a vontade do cliente e/ou do espaço que ele dispõe’’, observa. (L.O.)

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