‘‘Não é anjo da guarda, mas vai te proteger. Não é bexiga, mas você vai se divertir. Não é boné, mas é pra colocar na cabeça. Não é obrigatória, mas é sua obrigação’’. É com frases como essas, diretas e na língua deles, que os órgãos de sáude vêm procurando conscientizar os jovens sobre a importância do uso da camisinha. Considerada como o único meio eficaz de combater a transmissão da Aids, a camisinha ainda encontra muita rejeição entre determinadas pessoas. Mas a verdade é que ela ajuda, sim, na hora da prevenção.
‘‘Existem grupos sociais e religiosos que pregam contra o uso da camisinha e do sexo livre’’, comenta a médica infectologista Mirian Carvalho, do Hospital das Clínicas de Curitiba. ‘‘Mas o que interessa mesmo são os resultados. A camisinha é mesmo o melhor meio de evitar a Aids e todas as outras doenças sexualmente transmissíveis. O problema é a necessidade de uma mudança de comportamento. As pessoas precisam ser educadas para isso’’.
E o processo não pode demorar. A educação deve ser feita o mais rápido possível. Isso porque, nos últimos anos, vêm aumentando cada vez mais o número de doentes de Aids no Brasil e no mundo. Basta ver a proporção no número de homens e mulheres contaminados. ‘‘Se, no início da epidemia, a média era de 30 homens para cada mulher, agora, em determinadas regiões, já chega a 3 para 1’’, esclarece Mirian.

mockup