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Pisando certo
Das variações ortopédicas às novidades antichulé, as palmilhas conquistam seu espaço
Karla Matida
Fotos: Marcos BorgesPara acabar com o chulé, palmilhas de carvão ativado e acessórios para quem sofre com joanetesResponda rápido: o que o stress, o chulé e o pé plano têm em comum? A princípio, a comparação pode parecer absurda, mas não para os mais atentos às novidades do mercado. A solução pode estar nos pés, ou melhor, nas sola dos pés. A família das antigas palmilhas, que serviam apenas para preencher um sapato de número maior, cresceu.
Hoje, além das variações ortopédicas, que estão substituindo as nada elegantes botas ortopédicas, existem opções para atletas, crianças, adultos e estressados. Com a vantagem de a palmilha ser uma solução discreta, um segredo guardado dentro do sapato. Só o usuário fica sabendo, e mais ninguém.
Mas, se o problema acontece justamente quando se tira o sapato, como um chulé que não agrada a ninguém, e muito menos pode ser escondido, a solução pode estar nas palmilhas de carvão ativado, que utilizam o mesmo sistema dos desodorizadores de geladeira. Outro lançamento são as palmilhas desodorantes, que são bactericidas e reduzem a umidade.
Indicação médicaO ideal seria não usar sapatos, para que os pés pudessem se desenvolver naturalmente, explica o médico ortopedista Plínio Montemor. Mas, como isso não é possível, tanto pela tradição cultural do Ocidente como também pelas verminoses e bactérias, lembra Montemor, é preciso usar o calçado adequado.
Palmilhas de silicone e polímero elástico para o calcanhar combatem o esporão
Para o ortopedista, as palmilhas devem ter indicação profissional para cada patologia. É o ortopedista que vai estudar o caso e indicar a palmilha correta, se for o caso. De acordo com Montemor, o receio de uma intervenção cirúrgica está sempre presente e, por isso, as pessoas procuram soluções alternativas. As palmilhas estão entre elas, assim como os acessórios para joanetes.
Um problema de angulação faz aparecer o joanete que, além de incomodar, deforma o pé. Antes de apelar para a cirurgia, dois acessórios podem ser utilizados. Durante o dia, um desses acessórios é colocado entre o dedão e o segundo dedo. À noite, a solução é um pouco mais incômoda. O aparelho, em acrílico, puxa o dedão para o lugar certo.
Para quem pratica esportes ou faz longas caminhadas, os modelos antiimpacto têm versões em silicone e polímero elástico, que absorvem o choque dos pés contra o chão, distribuindo o peso do corpo. Se o problema é apenas no esporão, o modelo taloneta foi desenvolvido para quem sofre com a calcificação no calcanhar.
Opção magnética antiestresse, e de propileno para atletas
Para os estressados, a idéia vem do Oriente. Toda furadinha e com saliências metálicas, a palmilha magnética segue a linha oriental de relaxamento. O material é flexível, melhorando a circulação e massageando o calcanhar e a base dos dedos.
Os preços das palmilhas variam de R$ 6,00, para o modelo antichulé, a R$ 55,00, o modelo de silicone. Versões ortopédicas, confeccionadas de acordo com receitas médicas, custam entre R$ 18,00 a R$ 30,00, dependendo do número e da patologia. Para o tratamento de joanetes, o acessório noturno sai por R$ 43,00, e o diurno, R$ 8,00. Palmilhas antiimpacto custam, em média, R$ 36,00, e as magnéticas, R$ 13,00.
* Agradecimentos: Centro Ortopédico e Clini-Pé





