Sequelas
na válvula
cardíaca
Em países industrializados, cinco entre 100 mil habitantes sofrem todos os anos com a doença. ‘‘Em condições sócioeconômicas desfavoráveis, esse índice pode ser 20 vezes superior’’, explica José Roberto Provenza. Um levantamento do Ministério da Saúde, realizado este ano, apontou uma incidência entre 15 e 18 mil novos casos por ano de febre reumática. Sendo que seis mil ocorrências são cardiopatias reumáticas.
Se o paciente não for tratado corretamente, a válvula cardíaca pode ficar com sequelas, que vão se agravando com as sucessivas crises. ‘‘O resultado é a cirurgia cardíaca na idade adulta’’, avisa o médico. ‘‘Mas antes disso, pelas constantes agressões ao coração, muitas crianças chegam a um quadro de estenose (perda da função da abertura da válvula mitral). A má circulação do sangue acarreta a insuficiência cardíaca.’’
Uma das formas de se prevenir a febre é a higiene, e não usar remédios sem indicação médica. ‘‘Mas é bom lembrar que nem toda dor de garganta significa febre reumática. A orientação é que se procure um médico especialista, um pediatra ou reumatologista’’, informa Provenza. ‘‘O diagnóstico precoce evita que haja agressividade da válvula cardíaca e de outros orgãos de forma importante’’, avisa o médico.
O tratamento é feito à base de penicilina injetável, em doses variadas. ‘‘E para evitar novos surtos, ministramos a penicilina de ação lenta a cada 21 dias até os 18 anos de idade. O reumatologista é o profissional mais indicado para os cuidados com a febre reumática’’, salienta. ‘‘Há muitas pessoas se tratando sem ter o problema, com base em disgnósticos errados. É preciso ter muito cuidado com isso, pois ainda se verifica a falta de critério na análise dos exames’’, garante o especialista. Provenza explica que para cada manifestação da febre reumática, há um tratamento específico.(C.C.)
Serviço:
Sociedade Paulista de Reumatologia
Telefone: (011) 289-7165

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