Sempre à mão
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Célia Guerra<BR>Reportagem Local 
Símbolos de rompimento com a barbárie medieval e sinal de refinamento, os talheres, além da função primordial de levar comida à boca, concedem charme e elegância à mesa. Como na moda, os fabricantes também seguem tendências, modernizam suas linhas e inovam na combinação de materiais.
Hoje em dia, a tendência está voltada para o clássico, mas com um ar moderno e ornamentos delicados. Cada vez mais, as formas se entrelaçam, formando um conjunto harmônico na mesa. A palavra-chave é sutilidade.
O garfo, apesar de ser o último a surgir por volta do século XI na Europa é que determina a escolha do faqueiro, segundo a empresária Adriana Croti Diez. Há os que preferem os modelos mais largos e curtos, enquanto outros gostam dos mais alongados. Os critérios de escolha incluem ainda o peso do talher e, por fim, a beleza do cabo.
Regras de etiqueta determinam a distribuição das peças ao lado dos pratos, bem como a sequência de uso. Adriana dá uma dica básica: os masculinos garfos ficam à esquerda, já os femininos facas e colheres vão à direita. Os talheres de sobremesa devem ser dispostos acima dos pratos com o cabos seguindo a mesma regra. Eles devem ser usados de fora para dentro conforme o menu.
Nas refeições informais, segundo a especialista em etiqueta Claudia Matarazzo, não é necessário trocar de louça e talher a cada prato. Pode-se adotar um conjunto para a sopa ou salada e dispor um outro jogo de prato e talher para os alimentos quentes.
O importante é não ter medo de ousar e abusar da criatividade na composição da mesa, contando com objetos ou arranjos que estão perto de você. E, lembre-se, a mesa tem uma grande responsabilidade na casa: nela ocorre o momento sagrado e saudável do encontro em família, por isso, deve ser temperado de calor e afetividade. n


