Deve-se considerar, ainda, como fator agravante para o homem na casa dos 40, a situação nos ambientes familiar e de trabalho. ‘‘Na família, por exemplo, o casamento já está desgastado. Ou, então, ele já enfrentou uma separação. Isso agride muito psicologicamente. Muitos estão viúvos, e os filhos, ou já saíram de casa ou já se casaram. Aí vem a famosa síndrome do ninho vazio’’, diz Aldineia Martins, que acrescenta: ‘Por fim, no campo de trabalho, ele tem de enfrentar a aposentadoria. Isso num país onde aposentadoria é sinônimo de velhice. Associado a esses itens tem também o espelho que mostra a decadência física’’.
Esse quadro faz com que o homem, muitas vezes, relacione os sintomas da andropausa com uma situação normal de vida. O que é um erro. ‘‘O homem jamais deve achar isso normal. Deve estar atento e não negar a existência da andropausa’’, aconselha Aldineia. É por causa de comportamentos desse nível, que hoje pouco se sabe sobre esta fase de conturbações. A medicina pouco evoluiu neste campo e o que se tem hoje são ‘‘tratamentos rudimentares’’, como diz a médica.
A médica afirma que não há condições de se evitar a andropausa, o que se pode é atenuar e adiar seu aparecimento, bem como o da velhice. ‘‘Temos, sim, condições de desenvolver tratamentos para melhorar a qualidade de vida. Com a utilização da medicina ortomolecular, por exemplo’’, informa. ‘‘A queda hormonal é inerente ao ser humano. O homem moderno é muito sobrecarregado, fuma, bebe e é estressado. Esses são fatores agravantes e que desencadeiam mais precocemente a andropausa. Isso pode ser evitado’’, garante.

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