Sem medo de mudar
O apoio pedagógico aos alunos oferecido pelos dois colégios agradam pais e alunos. A estudante Giovanna Castello, 11 anos, aluna da quarta série do Marista, diz que mais professores e horários determinados para cada matéria não provocam confusões na hora de arrumar a mochila: ``Tudo fica organizado``. Para a mãe, a empresária Giane Castello, a mudança não provocou transtornos à filha. ``Ela está tendo maturidade e responsabilidade suficientes para enfrentar a proposta da escola``. Giane, que tem outros dois filhos que estudam na sétima e sexta séries, e que passaram por outras escolas de outros estados onde a família morou, destaca que as experiências anteriores foram mais difíceis.
A analista de sistemas Márcia Tanaka, mãe da Tatiana, 11 anos, aluna da quinta série do Maxi, afirma que o número de professores não provocou grandes impactos na filha, pois o processo foi progressivo. ``Nas séries anteriores ela já tinha mais de um professor``. Tatiana concorda com a mãe e só reclama de não ter mais os ``tios``. Para Márcia, trabalho de apoio aos pais facilita o entendimento e o auxílio à filha.
A antecipação dos ritos de passagem promovida pelo Marista, na opinião do funcionário público José Carlos dos Santos, permitirá uma transição mais tranquila para a filha, Renata, 14 anos, que estuda na oitava série. Ela já está tendo disciplinas comuns ao ensino médio. Isso para ele está permitindo melhor assimilação dos novos conhecimentos. Renata afirma que está bem preparada e diz não ter medo de mudanças. Outra vantagem para ela é ter nas provas algumas questões dos vestibulares. Para o pai, a integração da escola com a família é benéfica. ``Temos uma segunda casa``.
Já a professora Ana Maria do Carmo Dias diz que a expectativa de mudança trouxe mais benefícios que prejuízos para o filho, Vitor, 14 anos, aluno da oitava série do Maxi. Ela comentou que este ano, pela primeira vez, ele está fechando as notas sem necessidade de exames e mais empenhado e comprometido com os estudos``. Ana participou da oficina oferecida pela escola e revela que além da experiência adquirida com outros pais, as palestras lhe deram suporte para auxiliar o filho. Vitor também se mostra mais tranquilo e declara: ``Não tenho medo do colegial``. (C.G.)





