Sem latidos nem miados
No quintal da família Mendes, os irmãos Lucas, de 9 anos e Rafael, 4, disputam a atenção do bichinho que é atração da casa. Lola, como é chamada a calopsita, passa a maior parte do dia no ombro dos pequenos, que encaram o cuidado diário com o passarinho como tarefa obrigatória.
Quando resolvi comprar a calopsita, deixei claro que eu não seria o responsável por ela. E está dando supercerto, pois vejo que além de amor, eles se sentem mais responsáveis e cuidadosos, diz o pai, Roberto.
Já no apartamento de Estevão Garcia Henrique de Faria, de 3 anos, o dono do pedaço não é quietinho e tampouco fica sobre os ombros. Kokey, como foi batizado pelo baixinho, é um coelho esperto, que mais parece um bichinho de pelúcia. Foi amor à primeira vista, conta a mãe Valeriana.
Ela diz que Estevão gosta muito de animais e sempre pedia para ganhar um. Foi então que o coelho de um amigo nosso deu cria, e o Kokey agora é da família. Eu estou achando ótima essa relação, pois o Estevão é muito afetivo, conta ela, que antes de adotar o animalzinho, pesquisou sobre as especificidades da espécie.
Do outro lado da cidade, um hamster, que ganhou o nome de Mickey, está fazendo a alegria de Cauã, 4 anos e Camilli, 1, que entre um estripulia e outra do animalzinho, caem na risada.
Teve um dia que o Cauã começou a cuidar de formigas. Foi aí que tivemos a ideia do hamster, que não ocupa muito espaço e ao mesmo tempo responde à fase de desenvolvimento e cuidado que o Cauã está apresentando em relação aos bichos, diz o pai, Eduardo. (M.O.).





