Sutiã Du Loren, calça Yes Brasil e camisa Forum
Já se foi o tempo em que deixar as alças do sutiã à mostra era considerado deselegante. Nos últimos desfiles internacionais, essa atitude aparentemente desleixada ganhou status fashion. E agora, o modismo começa a conquistar adeptas no Brasil. As grifes de lingerie já trataram de despejar nas lojas várias opções para as discípulas dessa sensualidade quase explícita. A nova onda não se limita a mostrar alças, rendinhas e laçarotes sob vestidos decotadíssimos. Sutiãs, tops e combinações deixam de ser coadjuvantes e se transformam em protagonistas do visual.
Para colocar à vista de todos o que antes só era reservado a poucos, as indústrias investiram no acabamento, na forração e em novos materiais. ‘‘Forramos os bojos de forma que o bico do seio não fique transparente e o sutiã possa ser usado com blazer e até mesmo sozinho, se a mulher for um pouco ousada’’, diz a gerente de marketing da Valisere, Michele Liu. Das novas coleções da grife, ela destaca alguns modelos como o top de alças removíveis, ideal para ser usado com pantalona; o sutiã forrado com manta italiana, que fixa o bojo e deixa o decote bem-estruturado; e o body de renda, transparente na barriga e forrado no bojo, perfeito para acompanhar saias.


Top de veludo com detalhes em strass, da Du Loren

Apesar de fabricar peças que seguem a tendência, o conceito de lingerie outwear - nome dado ao modismo - não se encaixa na filosofia das novas coleções da Valisere. ‘‘A lingerie sempre tem uma carga de sensualidade, delicadeza e sofisticação. As peças outwear são mais práticas, menos elaboradas’’, justifica Michele.
A Du Loren, por sua vez, aposta todas as fichas no conceito outwear, sem deixar de lado a sofisticação da lingerie. Utiliza rendas de última geração, que trazem efeitos de bordados e guipure, forrações especiais e amarrações. ‘‘O body e o sutiã outwear foram os campeões de vendas nesse final de ano’’, diz a estilista Denise Areal. Os modelos de sutiã com enchimento também caíram no gosto da consumidora brasileira. ‘‘Como os seios viraram símbolo sexual no País, o número de mulheres que busca esse artifício aumentou bastante, já que a brasileira tem seios pequenos’’, salienta.

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