Para o cardiologista Marco Antonio Fabiani, de Londrina, a melhora da qualidade de vida da população se deve sobretudo ao aumento das informações e aos avanços da medicina. "Saúde é informação. A partir da década de 1930 muitas pessoas se mudaram para as cidades e tiveram mais acesso ao rádio e aos jornais, depois veio a internet. Pelo lado da medicina tivemos o desenvolvimento dos antibióticos e de vacinas importantes, assim como de novas técnicas cirúrgicas. O conhecimento científico e de técnicas médicas evoluiu exponencialmente, reduzindo as mortes", explica.

Ele diz também que hoje as pessoas sabem que o colesterol alto faz mal e que controlar a pressão arterial é importante, o que faz com as pessoas ganhem décadas de vida. Entretanto, os vilões da vida moderna como o sedentarismo, o cigarro e o álcool são uma ameaça. "Temos uma geração que vai pagar muito caro por isso. O sedentarismo é até mais preocupante do que a fome. As pessoas não se exercitam, não fazem um trabalho muscular. Também temos muitas pessoas com diabetes, que é um fator de risco para outras doenças", alerta.

Fabiani aponta que o trabalho também é um fator importante para a saúde mental, já que há pessoas de até 70 anos que continuam trabalhando normalmente. "Nas atividades que não exigem força é possível continuar ativo por mais tempo. Essas pessoas se veem melhor, porque continuam produtivas", diz. (E.G)

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