Se não souber remar, o barco afunda
Quando conheceu o funcionário público Marco Mattos, de 49 anos, a auxiliar de cartório Cristina Sanches, de 52, já era divorciada e tinha um casal de filhos pequenos. Ele era filho de sua vizinha, estava casado, pai de duas meninas, e se mudou com a família para o apartamento da frente ao de Cristina. "Nossas filhas têm a mesma idade e se tornaram amigas. Um ano depois eles se mudaram para outro apartamento aqui perto e as meninas continuaram a amizade", conta ela.
Tempos depois, Marco se divorciou e veio morar com a mãe, se tornando novamente vizinho dela. As crianças pequenas ajudaram no convívio de ambos e anos depois eles começaram a namorar. A relação já dura 13 anos e há um ano eles decidiram que era hora de morar juntos.
"Pretendemos nos casar no ano que vem. Tínhamos medo de não dar certo, mas depois de um tempo, com os filhos já adultos, decidimos que era a hora. Marco é muito companheiro, meu porto seguro. Somos parceiros e nos completamos", elogia ela.
"Todos nós ganhamos, foi uma nova etapa e Cristina me trouxe muitas felicidades. Ninguém se casa pensando em se separar, mas tiramos lições das nossas experiências anteriores. Fomos aprendendo e o que fizemos de errado não fazemos mais. Sabemos das dificuldades, procuramos dar apoio um ao outro, isso nos fortalece", pontua ele.
O bom relacionamento do casal se estende para os filhos de ambos, que continuam amigos e até aos ex-parceiros. "Saímos e viajamos juntos. Todos nós ganhamos", diz Marco.
O casal faz questão de ressaltar o cuidado e respeito mútuos e a importância de não deixar a rotina tomar conta da relação. "Marco é sempre carinhoso. Se eu digo que estou com vontade de tomar sorvete, por exemplo, ele sai e aparece com um pote. Saímos juntos, vamos ao cinema, estamos sempre namorando. Se não souber remar, o barco afunda", destaca Cristina.
"Todo dia é diferente, namorar é gostoso. Outro dia achamos que nosso relacionamento estava ficando esquisito, sentamos, conversamos, vimos o que poderíamos fazer diferente para que tudo voltasse a ficar legal. Ver nossos filhos felizes e prosperando nos motiva a sermos felizes. Não temos tanto tempo mais, temos que ser felizes a cada dia", destaca. (E.G)






