Se fosse trabalho regular, não seria tão prazeroso
A funcionária pública Renata de Moraes Batista, conhecida como Renata Sorria, tem 26 anos e canta há mais de 15. Ela começou ainda criança, no coral de uma igreja, e se apaixonou pela arte. "Minhas duas irmãs e eu começamos a cantar no coral, mas não imaginava que sabia cantar. Elas foram parando com o tempo, e eu nunca parei", afirma. As únicas aulas regulares de técnica vocal e canto foram feitas nessa época. Aos 15 anos ela foi convidada para ser vocalista de uma banda que tocava vários estilos, de MPB e rock. "Foi quando comecei mesmo a cantar com bandas", conta.
Com uma afinação natural, Renata hoje participa de outra banda, com dois amigos, e se apresenta esporadicamente em bares, casamentos e eventos. Ela não considera, no entanto, a música como uma "segunda fonte de renda". "Não ganho muito dinheiro com isso, nem posso considerar como um trabalho. Faço por prazer, como válvula de escape da minha rotina, até porque nem temos uma agenda certa para isso. Se fosse um trabalho regular não seria tão prazeroso", declara.
Além do prazer, ela ressalta o lado da amizade e companheirismo que tem com os demais integrantes da banda. "Somos todos amigos, então às vezes faz tempo que não tocamos e marcamos alguma coisa. Então eu canto porque eu gosto de cantar, e pelo encontro, pela confraternização, pela amizade mesmo", finaliza. (P.B.O.)






