Foto: Josué de Carvalho‘‘Grande parte das pessoas que vêm ao consultório com problemas de pele já se automedicou, o que dificulta o diagnóstico’’, diz o dermatologista Serafin Henrique ZangariniFim da temporada de praia costuma ser uma época movimentada nos consultórios médicos, principalmente nos dos dermatologistas. Micoses e manchas de pele aparecem com frequência, atingindo tanto crianças como adultos. Mas engana-se quem pensa que a areia, o mar e a piscina são os principais disseminadores dessas doenças.
‘‘O fungo é cosmopolita. Está em todos os lugares do mundo’’, diz o médico dermatologista Serafin Henrique Zangarini. Segundo ele, fatores genéticos, tipos de pele e sistema imunológico de cada um definem os grupos de risco. ‘‘Diabetes, pele oleosa, hipertensão, fumo e o uso de anticoncepcional tornam a pessoa mais predisposta às micoses e alergias. São fatores que desiquilibram a imunidade do organismo, favorecendo a instalação do fungo. É por isso que algumas pessoas se contaminam e outras não’’, explica.
A obesidade é outro fator de risco. ‘‘O fungo gosta de locais quentes e úmidos, e geralmente se instala em áreas de dobras do corpo. Quem usa muito tênis também têm mais chances de se contaminar’’, avisa. As regiões mais atingidas são: genitais, planta dos pés, axilas e unhas. ‘‘A micose nas unhas é a mais difícil de ser tratada. Se toda a unha estiver comprometida, o tratamento dura seis meses. É difícil atingir o fungo com medicamentos nessa região’’, observa. A doença também aparece no cabelo, mas quase que exclusivamente em crianças. Estas, aliás, têm mais predisposição para desenvolver micoses e alergias, pois ainda não têm o sistema imunológico completamente desenvolvido.

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