Fotos: Marcos NegriniA médica Vera Beltran com Leonice da Silva e a filha Talita que sobreviveu graças ao leite maternoMuitas histórias de dor e de luta contra a morte, vividas por recém-nascidos, estão terminando bem graças a um grupo de voluntários de um hospital de Maringá. Criado a menos de dois anos, o Serviço de Aleitamento Materno, instalado na Santa Casa de Misericórdia, já salvou a vida de muitos bebês nascidos na região de Maringá, alguns deles prematuros e desenganados pelos médicos.
Igor, prematuro, pouco mais de um quilo, chegou ao hospital embrulhado num cobertorzinho, sem cor e já quase sem vida, desenganado pelos médicos. Era prematuro e não conseguia sugar o leite da mãe. Outro bebê, Vítor, chegou a ser entubado durante 95 dias, perdeu todos os reflexos da boca e não conseguia mais se alimentar. Qualquer bebê nessas condições pode morrer por infecção, mas tomando leite materno, em copinhos e aos poucos, ele sobrevive. Vítor já está em casa, com mais de três quilos; Igor está deixando a UTI.
A menina Talita, filha de Leonice da Silva, 17 anos, nasceu de seis meses, com pouco mais de um quilo. Era tão fraquinha que nem conseguia mamar. Sua mãe foi recolhida pelo Serviço de Aleitamento e continua no hospital só para atender à filha na hora de mamar. Talita está quase com os dois quilos exigidos para que possa ir para casa. ‘‘Eu tinha medo de amamentar e de afogar minha filha com o peito. Agora sei que ela vai ficar forte porque está mamando direitinho’’, conta a mãe, bem mais segura.

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