Saúde - Logoterapia
Rosângela Marques
Agência Estado
A logoterapia, uma técnica desenvolvida pelo austríaco Victor Frankl, é a nova arma para curar a dependência química. Uma clínica de Jundiaí, no interior paulista, já está adotando o tratamento, oferecendo terapias alternativas para dependentes de vários tipos de drogas. O tratamento faz parte da psicoterapia individual e estimula o dependente a encontrar dentro de si a resposta para curar sua doença. Investindo nessa forma de tratamento, o médico psiquiatra Antônio Miguel Filho construiu a clínica Master Mind.
Essa técnica segue uma linha mais espiritualizada, mas não tem nada a ver com religião. Oferecemos ao dependente a chance de buscar um sentido para sua vida, ressalta o médico, lembrando que a logoterapia não oferece a solução
imediata do problema, mas faz com que a pessoa levante psicanaliticamente o seu drama mais profundo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) não ilude ninguém quando aponta que apenas 10% dos dependentes químicos que procuram ajuda para se livrar das drogas realmente conseguem seu objetivo. Isso é assustador, principalmente quando os dados da OMS apontam que, nos últimos dez anos, o Brasil tem registrado cada vez mais casos de jovens envolvidos com drogas desde a pré-adolescência. Uma das primeiras drogas procuradas pelo jovem é o álcool, seguido da maconha. Daí para drogas mais pesadas como a cocaína e a heroína, é só uma questão de tempo.
Alcoolismo Socialmente aceito, o álcool é prejudicial desde a sua formulação, principalmente pelo fato de que o usuário dificilmente aceita que a sensação de prazer proporcionada possa ser prejudicial e fatal à sua saúde. Tanto no caso do alcoolismo, como o da dependência de drogas ilícitas, o tratamento intensivo além de muita força de vontade é a única coisa capaz de impedir que a pessoa dependente seja dominada definitivamente por esse mal.
Dedicando-se há 21 anos a estudos sobre o tratamento de dependentes químicos, Miguel garante que a técnica da logoterapia é a melhor saída para o tratamento dessa doença. Para aplicar essa técnica, aliada a vários segmentos da medicina alternativa, o médico organizou um programa de tratamento à base de terapias alternativas, como acupuntura, cromoterapia, liangong e tai chi chuan. As terapias alternativas surgem como uma das mais bem sucedidas táticas para acabar com a dependência e podem ajudar bastante na recuperação dos pacientes, esclarece.
Família O que nem todo mundo admite é que a dependência química é uma doença a ser combatida. E nem todos sabem que, além do dependente, a família também é considerada doente e carente de um acompanhamento adequado. Durante o tratamento, a família é considerada co-dependente e deve participar de trabalhos de orientação para aprender a lidar com uma nova situação, que é a de ter um filho dependente. Muitas vezes, a origem das drogas na vida dos filhos pode ter ocorrido diante do comportamento dos pais e eles precisam saber disso.
Numa chácara de 12 mil metros quadrados e com um projeto arquitetônico desenvolvido para instalar adequadamente os pacientes, a clínica é um sonho antigo do médico. O hospital conta com alas masculina e feminina distribuídas em 25 apartamentos duplos, consultório médico, sala de terapia grupal, sala de enfermagem, sala de ginástica, sala para projeção de filmes e realização de cursos e palestras, salas para acupuntura, massagem, cromoterapia, refeitório, quadra de vôlei, campo de futebol, piscina e bosque para caminhadas. (Colaborou Ellen Fernandes).
Serviço: Master Mind Rodovia Vereador Geraldo Dias, 8.180, Corrupira, Jundiaí, fone: (011) 7392-3838. Unidade Ambulatorial Master Mind
Av. Antonio Segre, 501, Jd. Brasil Jundiaí, fones: (11) 434-3435/434-4798.





