Mário CesarO urologista Celso Fernandes Junior é radicalmente contra a reposição hormonal, à base de testosterona, para os homens. Ele restringe o uso a alguns casos patológicosEnvelhecer organicamente cada vez mais tarde é uma das atuais obsessões do homem. E nada mais constrangedor para o macho de meia-idade que ver o declínio gradativo da vida sexual. Como forma de fugir dos fantasmas que rondam a cama, eles estão recorrendo à reposição hormonal, à base de testosterona.
O assunto virou tema para várias reportagens nos principais jornais e revistas do País. Nessas publicações, discute-se os benefícios imediatos e os riscos de utilização da testosterona como forma de devolver o vigor sexual e a disposição aos homens maduros. O médico Alfredo Halpern, professor de endocrinologia da USP, é frequentemente consultado sobre o assunto e favorável ao uso, desde que na dosagem correta. ‘‘Sob orientação médica, a testosterona retarda o envelhecimento, diminui a irritabilidade e a gordura do corpo e faz bem à psique’’, afirmou Halpern, em recente entrevista à Revista Veja.
Cerca de 75% do total de hormônios tem sua produção nos testículos. O restante é produzido pelas glândulas supra-renais. Na fase da adolescência, a testosterona é responsável pelas características secundárias masculinas como o surgimento de pêlos, voz grossa e pomo-de-adão.
As pesquisas sobre a reposição hormonal feminina datam dos anos 60. No caso masculino, as pesquisas são mais recentes. Há muitas suposições, faltam dados científicos conclusivos sobre o assunto que dê abono ao uso rotineiro desse hormônio. Ainda reina, por parte de muitos médicos, a falta de domínio sobre o tema.

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