Arquivo FolhaColírios à base de corticóide nunca devem ser usados para tratar conjuntivite, pois podem deprimir a imunidade natural dos olhos, predispondo a uma superinfecçãoUma epidemia de conjuntivite, que começou no litoral do Paraná durante as férias, atingiu o norte do Estado no início deste mês. É a constatação do Departamento de Epidemiologia da Secretaria de Saúde, que distribuiu um kit de exames em várias cidades, incluindo Londrina e Maringá, para descobrir se a doença é do tipo viral ou bacteriana. ‘‘Pela caracterização, trata-se de uma infecção causada por bactérias’’, diz a médica sanitarista Míriam Woiski, de Curitiba.
A diferença entre os dois tipos está na quantidade de secreção. ‘‘A bacteriana apresenta maior secreção do que a viral, mas ambas são consideradas doenças benignas: se não forem tratadas, curam-se espontaneamente, embora a conjuntivite provocada por bactérias possa apresentar complicações mais sérias, como úlcera de córnea e abscessos corneanos, podendo levar até mesmo à perda importante de visão’’, explica o médico oftalmologista Francisco Eugênio Campiolo, de Londrina, que acredita que o surto atual seja causado por vírus. ‘‘A conjuntivite virótica é bem mais epidêmica’’, justifica.
Bastante comum no verão - o clima quente e úmido desta época favorece a sua disseminação - a conjuntivite é uma inflamação que atinge a membrana superficial dos olhos, provocando irritação, inchaço nas pálpebras, sensibilidade à luz e secreção. ‘‘As epidemias são bastante frequentes após as grandes aglomerações, como nas temporadas de praia e durante o Carnaval’’, observa Campiolo.

mockup