Saúde - Acupuntura sem agulhas
Acupuntura sem agulhas
Cleide Cavalcante
Agência Estado
Ilustração/Arquivo FolhaOs especialistas nesta área garantem que este método promete resultados surpreendentesA tecnologia deu ares de modernidade à milenar técnica da acupuntura. O resultado é o haihua, um aparelho que utiliza energia eletromagnética. O método terapêutico - existente há mais de 10 anos na China e há dois anos e meio no Brasil - nada mais é do que a acupuntura sem agulhas. Elas são substituídas por apenas dois eletrodos que conduzem ondas eletromagnéticas pelo corpo do paciente. A técnica é totalmente indolor e promete resultados surpreendentes.
Os eletrodos são colocados nos mesmos pontos do corpo usados pela acupuntura tradicional, e cada um corresponde ao estímulo simultâneo de 132 agulhas. O haihua trabalha os meridianos, ou seja, os canais de energia. Quando estes canais estão obstruídos, desencadeiam um desequilíbrio orgânico, energético, físico e mental, explica o fisioterapeuta e acupunturista Marcelo André de Oliveira.
Ele cita como exemplo o fígado. Se este órgão estiver energeticamente desestabilizado, com energia em excesso, por exemplo, o paciente pode desenvolver uma hepatite. As agulhas são utilizadas para dar o equilíbrio. O haihua tem o mesmo objetivo, só que faz isso através dos meridianos, destaca.
Conforme Oliveira, a grande vantagem da acupuntura sem agulhas é a possibilidade de se estimular mais pontos em cada região ao mesmo tempo, sem a preocupação de errar o local exato a ser tocado. Isso devido ao tamanho da cabeça do eletrodo. Sem contar que o tratamento não provoca qualquer dor, não há necessidade de perfurações no corpo e o risco de infecção ou sequela está descartado.
Indicações Outro fator favorável ao tratamento é o tempo de aplicação. O profissional leva, em média, um minuto para pungir cada ponto. O efeito da aplicação depende do organismo e da deficiência que se está tratando. Cada pessoa dá uma resposta diferente, independentemente da idade, diz.
Qualquer indivíduo, a partir dos 5 anos, pode submeter-se ao processo. É muito comum receber em meu consultório crianças com bronquite e asma. A eficácia da acupuntura sem agulhas, nestes casos, tem sido surpreendente. Geralmente, em três ou quatro sessões, já dá para perceber a melhora do quadro do doente, garante Oliveira. Cada sessão dura de 40 a 60 minutos, e custa cerca de R$ 40,00. As contra-indicações estão resumidas a portadores de marca-passo, síntese metálica (pinos), mulheres grávidas e pacientes com hemorragia.
O acupunturista acrescenta que o haihua pode ser indicado para mais de 100 doenças, entre elas dores em geral, problemas reumáticos, entorses, enxaqueca, sinusite, impotência sexual e ejaculação precoce, resfriado, hipertensão, glaucoma, estrabismo, tendinite, bursite, paralisias faciais e as decorrentes de derrames. A acupuntura sem agulhas também é muito útil nos tratamentos estéticos, suavizando consideravelmente as marcas de expressão, e de emagrecimento, assegura.
Oliveira lembra que agora, após quase três anos da chegada da técnica ao País, os acupunturistas tradicionais estão mais receptivos ao método. As maiores escolas de acupuntura do Brasil estão estudando o haihua. Pelo que se sabe, o processo está repercutindo muito bem nestas instituições, considera.
O sucesso do tratamento, a exemplo de outras especialidades, depende da capacitação do profissional. Quanto maior seu conhecimento, mais chances terá de obter resultados satisfatórios. Existe uma lei restringindo o uso da acupuntura a profissionais da área saúde, com diploma universitário, mas ela ainda não foi aprovada. Atualmente pode-se fazer pós-graduação em acupuntura. E o haihua pode ser utilizado por recém-formados, pois não é uma técnica complicada, anuncia.
Consultoria:
Marcelo André de Oliveira, fone: (011) 573-9844.





