A designer de interiores e coordenadora de eventos Sarah Maria Macedo da Cunha Freitas começou sua coleção de imagens de Santo Antônio por acaso. Vinda de Portugal com o marido e os três filhos, ela montou uma loja de artesanato e presentes para ter um negócio próprio. ''Em uma viagem para comprar produtos para a loja vi uma estátua de Santo Antônio e gostei. Ele é o santo padroeiro de Lisboa, minha cidade natal. Acho que foi um pouco de saudosismo da minha parte. Depois dessa primeira imagem comecei a comprar outras'', conta.
Por uma grande coincidência do destino, anos depois Sarah começou a trabalhar na organização de casamentos (Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro). ''Os noivos vinham aqui definir a agenda e viam algumas imagens do santo e acabavam me dando outras, sem falar nos amigos e parentes que me presenteavam''.
Hoje, Sarah tem uma coleção com 135 imagens. ''Tenho estátuas de vários materiais e acho que apenas umas 12 delas têm valor financeiro. Mas todas têm valor sentimental. Eu mesma cuido delas, limpo e arrumo, para evitar que se quebrem. Tenho ciúmes e sou superdevota de Santo Antônio'', revela.
E como toda coleção, a de Sarah tem histórias. Ela lembra que quando usou algumas de suas peças para decorar uma festa de casamento, uma das convidadas arrancou o braço da estátua para forçar o santo a conseguir-lhe um noivo. ''Estou até hoje esperando ela me devolver o braço do santo. Outro fato curioso é que alguns casais já me presentearam com estátuas de São Francisco de Assis. Os dois são parecidos porque eram da mesma congregação e as pessoas que não conhecem se confundem. Mas todos são bem aceitos e queridos'', admite. (H.F.)

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