Sal refinado, sal grosso, sal marinho, sal rosa, sal negro e sal de ervas. São tantas as opções deste produto nas prateleiras que é fácil se confundir na hora da compra. A nutricionista e professora do departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Londrina, Clisia Mara Carreira, explica que há algumas diferenças entre estes produtos. No entanto, independentemente do tipo, todo sal que é comercializado no Brasil precisa ser iodado, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Esta é uma forma de prevenir alterações na tireoide", explica. Segundo ela, alguns sais importados não possuem esta característica e, portanto, devem ser utilizados apenas na finalização de pratos, sem deixar de lado o uso do sal iodado no preparo dos alimentos.
De acordo com a nutricionista, o sódio e o iodo são importantes para o organismo, mas em pequenas quantidades. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão de no máximo cinco gramas de sal por dia. "A média de consumo do brasileiro é de 13 gramas diárias", alerta Clisia. Ela recomenda que as pessoas separem diariamente a quantidade de sal que será utilizada no preparo dos alimentos que serão consumidos naquele dia. "Indico que a pessoa coloque em um pires três gramas de sal por pessoa que vai comer o que está sendo preparado. Esta quantidade equivale a três tampinhas de caneta", afirma. Conforme ela, os outros dois gramas de sal estarão embutidos nos alimentos industrializados consumidos ao longo do dia. O sal é usado como conservante, por isso, alimentos processados como molho de tomate, suco de caixinha, bolacha, massas e até doces são ricos em sódio.

Leia também:

- Conheça os tipos de sal existentes no mercado

- Hipertensão e obesidade

mockup