Como é bom no final do ano cantar Noite feliz!... e mais feliz ainda se no dia seguinte os reflexos da ceia de Natal ou do Ano Novo não produzirem toxinfecções alimentares. Não se pode esquecer que esta é uma época onde pratos pouco habituais são preparados, a rotina da cozinha de casa toma novas proporções, geladeiras abarrotadas, grandes volumes de comida. Um prato cheio para a ocorrência de distúrbios alimentares. Por isso, a dona de casa deve tomar algumas precauções para evitar que o fim das festas seja regado a passagens por prontos-socorros, soros caseiros e restrições alimentares.
1 – Atenção na limpeza das mãos e dos utensílios: as toxinfecções alimentares, em 80% dos casos, são originadas por bactérias. Mãos e utensílios mal higienizados são grandes vetores de bactérias. E, nesse momento de festas, os cuidados com a higiene pessoal e dos utensílios devem ser redobrados.
2 – Lave com freqüência as mãos, com água e sabão neutro, quando estiver preparando os alimentos. Capriche na limpeza das pontas dos dedos e entre os mesmos. Para quem tem unhas compridas, limpe-as com bastante critério. Como habitualmente a dona de casa efetua várias tarefas simultaneamente, ao retornar à cozinha para o preparo dos alimentos, lavar bem as mãos.
3 – Outro cuidado importante está relacionado com os panos de pratos e os paninhos para remoção de sujeiras, que ficam amontoados na pia, no fogão ou pendurados sobre os ombros.
4 – Um único pano para tudo pode ser uma favorável condição para a contaminação dos alimentos. Como a época exige uma rotina especial de preparos dos alimentos, é igualmente interessante utilizar um pano para cada atividade, evitando misturá-los.
5 – Guarde, em pequenas porções, os alimentos preparados. Essa dica é principalmente para os alimentos que devem ser conservados sob refrigeração: maioneses, salpicões, mousses, pavês... Esses alimentos devem ser guardados sempre em pequenas porções, facilitando o armazenamento, refrigeração e conservação dentro das geladeiras. Cuidado, também, para não ultrapassar a capacidade dos refrigeradores com vários alimentos preparados, permitindo falhas na conservação.
6 – Não prepare pratos à base de ovos crus. Mesmo sejam de boa procedência não são recomendados pelos Centros de Vigilância Sanitária. Utilize maionese industrializada, pois esta passa por processos de pasteurização e acidificação garantindo o controle de bactérias que podem causar doenças graves.
7 – Uma mesa bonita e farta é sempre muito agradável aos olhos, o que não significa que é igualmente salutar. Procure decorar a mesa com frutas previamente higienizadas e alimentos não perecíveis, deixando os pratos quentes, saladas e doces gelados para serem servidos apenas na hora de comer.
8 – Outra precaução deve ser tomada em relação às sobras. Logo após as ceias, as carnes, os doces e as saladas devem ser embalados e mantidos sob refrigeração. Alimentos que permaneceram por longo tempo à temperatura ambiente, não devem ser reaproveitados. No próximo uso dessas sobras, no almoço, por exemplo, retire somente a porção suficiente para o consumo. No caso de alimentos quentes, deixe aquecer bastante antes de servir. Nos alimentos prontos e que já foram parcialmente consumidos, deve-se evitar a condição esquenta-resfria, de forma a garantir a sua melhor condição sanitária.
(Fonte: Telma Galle, bióloga, pós-graduada em Garantia da Qualidade/www.linerconsultoria.com.br ou [email protected])

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