Sabor de quero mais
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de julho de 1997
Celso Mattos 
As compotas sempre trazem lembranças da infância. A vovó preparando aquelas caçarolas de doces em fogão a lenha e depois colocando em vidros que eram guardados em armários de madeira. É uma antiga tradição que saiu do campo e veio para as cidades, se transformando em uma forma econômica e saborosa de aproveitar as frutas de época. Além disso, é uma opção garantida de ter em casa uma sobremesa sempre à mão. E, enquanto não são consumidas, servem como peças decorativas e podem também ser uma forma carinhosa de presentear alguém.
Dorico da Silva
O segredo da preparação das compotas é semelhante ao das geléias. As frutas permanecem inteiras ou no tamanho em que forem cortadas, ficando suspensas num xarope que não adquire a mesma consistência das geléias, explica a nutricionista e culinarista Adriana Carioba. Ela acrescenta que as compotas são mais ricas em vitaminas que as géleias, porém, possuem uma vida mais curta. Devem ser consumidas no prazo de seis meses, recomenda.
No entanto, o ponto mais importante é o cuidado na esterilização dos recipientes. Existem vários métodos. Eu costumo utilizar água fervente suficiente para cobrir o vidro. Espero ferver até mais ou menos 180 graus por 10 minutos e, nos últimos dois minutos, coloco as tampas para não danificar a vedação de borracha. Como dica, Adriana recomenda não colocar os cravos soltos no meio da calda. Com o tempo, eles escurecem o xarope. O ideal é envolvê-los numa embalagem de musselina e colocá-los no fundo do vidro.


