Produtos direcionados para o público feminino abarrotam as prateleiras de farmácias e supermercados. A grande variedade, muitas vezes, deixa as mulheres confusas. A situação acaba ficando mais difícil quando o produto em questão são sabonetes íntimos. Os tabus a respeito da higiene feminina ainda existem e há quem relacione estes hábitos à sexualidade, o que não é verdade, segundo especialistas.
O uso de sabonetes íntimos pode ser uma indicação do ginecologista, mas vale destacar que ele não é um medicamento e não trata doenças. De acordo com o médico ginecologista Evaldir Bordin, este tipo de produto é recomendado para as pacientes que apresentam alguma queixa. ''Geralmente, indicamos para aquelas que se sentem indomodadas com o corrimento natural'', diz. Ele acrescenta que primeiramente é necessário avaliar se este desconforto tem origem patológica ou se é fisiológico.
Sabonetes íntimos podem ser usados por mulheres de todas as idades, inclusive por crianças, como explica o ginecologista.
Apesar de o sabonete íntimo ter uma composição que não agride a mucosa vaginal, o médico orienta que as mulheres que não apresentam queixas usem o sabonete em barra normal no dia a dia. ''O bactericida não é indicado para esta região porque pode interferir na flora benéfica'', diz. Segundo Bordin, este tipo de produto traz uma sensação de maior conforto, mas não diminui a produção de muco, que é natural na maioria das mulheres.

Leia mais na reportagem de Michelle Aligleri exclusiva para assinantes da FOLHA.

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