Sábado é dia de festa
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Francelino França 
Milton DóriaA professora Maria Eunice Vasconcelos Caviglione faz mensalmente a festa de aniversário das crianças da Casa do CaminhoO último sábado de cada mês é dia de comemoração para as crianças da Casa do Caminho, entidade assistencial de Londrina. Os aniversariantes do mês são brindados com uma festa, com direito a um grande bolo enfeitado, salgadinhos, refrigerantes e balões, além de presentes. A comemoração é resultado do esforço de um grupo de voluntárias, cujo elo de ligação é a professora Maria Eunice Vasconcelos Caviglione.
Esse trabalho começou há mais de 15 anos, no Lar Anália Franco, com a distribuição dos quitutes excedentes de uma festa junina, realizada na rua onde reside a professora. Dessa festa, surgiu a idéia entre a vizinhança de levar doces e bolos uma vez por mês à entidade. Com a criação da Casa do Caminho, essa atividade filantrópica transferiu-se para lá. Hoje, faço da festa um aprendizado para as crianças, ensinando os pequenos a se relacionar com as pessoas, a valorizar a ajuda e o carinho de cada voluntário e reconhecer a preocupação de quem comprou o presente de aniversário, diz Maria Eunice.
É um trabalho de formiguinha. De posse da lista dos aniversariantes do mês, Maria Eunice entra em contato com as voluntárias. Para algumas são solicitados presentes, para outras, bolos, salgadinhos e refrigerantes para a festa. E no último sábado do mês, Maria Eunice vai buscando de casa em casa os donativos para realizar o grande acontecimento. Nestes vários anos, ela se transformou num ponto de contato para doações da entidade. Cerca de 35 pessoas contribuem para a efetivação da festa. O carro da professora chega abarrotado de guloseimas. As crianças, principalmente os menores, vibram quando minha Brasília aparece. Depois da festa, saio de lá outra pessoa, revigorada, confessa Maria Eunice.
Após centenas de sábados atuando como uma espécie de aglutinadora, Maria Eunice repensa esse trabalho e considera que mesmo com uma infinidade de compromissos no dia-a-dia, sempre há espaço e tempo para conciliar a família, o trabalho e uma atividade filantrópica. Um pouquinho que a gente faz, ajuda e muito, afirma a professora.


