Rotina sob controle
A empresária Mônica Espírito Santo Pasello, de 44 anos, é dona de várias empresas na área da educação, inclusive de uma que fornece provas do programa Ciências sem Fronteiras para o Governo Federal, e por isso sua rotina de trabalho é muito pesada. Dividindo o tempo entre São Paulo e Londrina, a empresária se considera workaholic, mas afirma que "teve de aprender a se controlar", para não trabalhar além da conta. "Não por mim, mas pela minha família, que me cobrou isso. Sou uma viciada em trabalho, tenho paixão pelo que eu faço, mas hoje estou controlada", garante.
Segundo ela, uma lição que aprendeu para deixar a vida mais equilibrada foi: "não há nada que eu faça sábado ou domingo (relacionado a trabalho) que eu não possa fazer segunda-feira pela manhã". "Essa é uma lição muito difícil para o workaholic aprender, mas ela é necessária. O problema é que o workaholic gosta de trabalhar, ele trabalha por prazer, não pelo dinheiro. Por isso ele acaba exagerando porque está sempre em busca de desafios, resultados, novos projetos. A recompensa que você recebe é muito prazerosa e gratificante, então você não faz porque precisa, mas porque gosta", salienta.
Como estava sendo cobrada pelos familiares a diminuir o ritmo de trabalho, no entanto, ela estabeleceu alguns limites próprios. De segunda a quinta-feira ela precisa ficar em São Paulo, para cuidar de uma das empresas, e lá trabalha até 15 horas por dia. "Em São Paulo meu foco é exclusivamente trabalhar. Quando volto para Londrina uso a sexta-feira como um 'day off'". "Eu ainda trabalho pelo celular, computador, mas faço massagem, vou ao salão e faço exercício físico porque acho muito importante cuidar do corpo". Já nos finais de semana a folga é total. "Eu percebi que mesmo respondendo e-mails sábado pela manhã ou domingo, a maioria das respostas chegavam somente na segunda. Então estabeleci esse limite comigo mesma, de não responder e-mails nos finais de semana, e como consequência tenho mais qualidade no tempo que passo com minha família e amigos", conclui. (P.B.O.)





