Devido às complicações e cronicidade, o diabete traz profundas modificações na vida da pessoa. A comerciante Jandira Rezende, 32 anos, convive com a doença desde a adolescência. Por ser portadora do diabete tipo I, ela precisa fazer aplicações de insulina diariamente. ‘‘Quando descobri que era portadora, entrei em depressão porque sabia que teria uma vida de privações. Mas graças ao apoio de minha família, aos poucos fui superando as dificuldades impostas pela doença’’, conta Jandira.
No início, o mais difícil era se sujeitar à dieta rigorosa. ‘‘Para ajudar, meus pais e irmãos acabaram também mudando seus hábitos alimentares. Assim, eu não me sentia tão discriminada e injustiçada por não poder comer doces, sorvetes e outras coisas que os adolescentes adoram. Naquela época, não existiam tantas opções de produtos para diabéticos. Hoje, é bem mais fácil porque apesar de não poder comer à vontade, a gente pode saborear uma torta ou uma geléia’’.
Jandira Rezende obedece a uma rotina rígida. Além da dieta, ela pratica exercícios físicos e faz, em média, três aplicações de insulina por dia. ‘‘No começo, é horrível. Mas depois a gente vai se acostumando a auto-aplicar e isso fica comum, ou quase. Para mim, o pior são as complicações que a doença traz, principalmente na visão. Às vezes, eu me sinto castigada pela vida, mas depois percebo que não posso reclamar porque existem doenças bem piores’’, consola-se Jandira.

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